Banco Central divulga nota de R$ 200
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Imagem: Divulgação

ECONOMIA

Banco Central divulga nota de R$ 200

Nova cédula estampa lobo-guará, espécie importante para a agricultura
Por: -Eliza Maliszewski
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O Banco Central apresentou na tarde desta quarta-feira (02) a nova cédula de R$ 200. A nota já havia sido lançada, porém seu design estava em segredo para evitar falsificações. 

Esta é a sétima cédula da família de notas do real. Serão produzidos neste ano 450 milhões de unidades, o equivalente a R$ 90 bilhões. Na cores cinza e sépia, a cédula traz o lobo-guará estampado, animal típico do Cerrado. 

Como mecanismo de segurança há a mudança de cor do número. “Dependendo da forma com que a nota de 200 reais é vista, o número varia entre tons de verde e azul. Essa diferença nas cores também tem a intenção de facilitar a identificação por pessoas que possuem visão limitada”, destacou Carolina Barros, Diretora de Administração do Banco Central. Os elementos de segurança, como márca d'água, inscrições em auto-relevo  e marca tátil também seguem presentes. O lançamento busca garantir que não falte dinheiro impresso já que a Casa da Moeda vem operando com capacidade máxima.

O lobo-guará na agricultura

A espécie homenageada está em extinção. Segundo pesquisadores e biólogos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) o animal pode trazer muitos benefícios para a agricultura. Nativo do Cerrado o lobo poderia comer pequenos animais, como ratos e cobras, por exemplo, que causam doenças em outros animais das propriedades. 

Uma das características mais conhecidas é o seu potencial de semeador. Como ele se alimenta de muitas coisas , incluindo frutas, e anda grande distâncias, acaba defecando e contribuindo com a natureza ao espalhar as sementes por quilômetros. 

"Precisamos gerar dados para compreender a realidade onde ele está. É importante manter essas manchas de Cerrado para proteger. Ao conhecer, podemos trabalhar com o produtor rural para uma ação mais sustentável. Podemos desenvolver técnicas que minimizem a pressão sobre o animal", afirmou o biólogo Ricardo Boulhosa à Agência Brasil. O biólogo acrescenta que há também uma atenção internacional sobre como os países cuidam do meio ambiente, e essa imagem é um ativo nas exportações.
 


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