Banespa vai financiar tratores usados

Agronegócio

Banespa vai financiar tratores usados

Santander Banespa está de olho no mercado de máquinas e implementos agrícolas de segunda mão
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De olho no mercado de máquinas e implementos agrícolas de segunda mão, o Santander Banespa está lançando uma linha de R$ 40 milhões para financiar a compra de usados. A linha, batizada de Super Agro, será oficialmente lançada durante o 12º Agrishow de Ribeirão Preto, que acontece em maio no interior de São Paulo.

"Este é um nicho inexplorado. Trata-se de uma espécie de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para tratores", diz Pedro Coutinho, vice-presidente-executivo de Rede da instituição. Ele não revelou de quanto deve ser o prazo ou a taxa de juros oferecida, mas disse que a linha terá que ser mais atraente que o CDC convencional oferecido para a compra de carros zero quilômetro. Os juros do CDC de automóveis novos é de cerca de 2,5% ao mês, ou 34,49% ao ano, de acordo com especialistas. No programa Moderfrota, a compra de máquinas novas é financiada a juros subsidiados de 9,75% a 12,75% ao ano.

Durante o Agrishow, o banco ainda vai destinar R$ 100 milhões para o financiamento de tratores e colheitadeiras novas, montante considerado "audacioso" pelo executivo. O volume é 28% menor que o ofertado em 2004. "O quadro não está tão favorável à agricultura e é natural que as vendas sejam menores".

Crédito rural

O Santander Banespa pretende liberar R$ 2,5 bilhões em crédito rural neste ano, volume 25% maior que os R$ 2 bilhões destinados no ano passado. O banco vem desacelerando a concessão de recursos: entre 2003 e 2004, o crédito concedido cresceu 50%. "Nossa oferta vai aumentar na mesma proporção que o Banco do Brasil", diz. O volume envolve recursos próprios do banco e os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele diz que a seca na região Sul não teve grande impacto na carteira rural do banco. A inadimplência em 2004 fechou em 1,2%, mesmo índice apurado no ano anterior, porém, nas palavras de Coutinho, ainda "acima da meta, de 1%".

"Aos primeiros sinais de estiagem contactamos todos os 1,2 mil clientes na região para averiguar a necessidade de renegociação. As conversas ainda estão em andamento. Juntos, eles representam crédito de cerca de R$ 54 milhões, porém nem todos os clientes foram prejudicados pela estiagem.


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