Banrisul adere à renegociação das dívidas arrozeiras
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Agronegócio

Banrisul adere à renegociação das dívidas arrozeiras

Sicredi aceita parcelar em cinco anos, mas setor quer mais prazo
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O presidente do Banrisul, Túlio Zamin, e o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócios, Luiz Fernando Mainardi, anunciaram na última sexta-feira (05/4) que o banco estadual adotará a renegociação das dívidas dos produtores de arroz conforme as regras determinadas pelo governo federal, em até 10 anos. No inicio desta semana o banco divulgará para as agências um boletim interno com as regras e procedimentos. A medida foi informada ao presidente da Federarroz, Renato Rocha, depois que a entidade levou a preocupação com o fato de agricultores da região de Tapes não estarem conseguindo repactuar as dívidas.

“Recebemos o retorno do secretário após seu contato com o presidente do Banrisul, o que é uma ótima notícia”, frisa Renato Rocha. Até o momento apenas o Banco do Brasil estava adotando integralmente a renegociação do passivo arrozeiro. 

Outra notícia considerada positiva, mas que ainda demandará mais um esforço de negociação foi a reunião de dirigentes do Sicredi com o secretário nacional de Política Agrícola, Neri Geller, há alguns dias, na qual o banco cooperativo informou que poderá fazer a renegociação em cinco anos. “Inicialmente é uma boa notícia, mas vamos nos reunir com os dirigentes no Estado e solicitar que adotem o prazo previsto pelo governo federal, em 10 anos, para garantir a viabilidade de pagamento. A renegociação e uma medida positiva tanto para os produtores quanto para a própria instituição, assim esperamos a adesão de todos os bancos”, avalia Rocha.

Ele entende que apesar de demorar mais do que o planejado, por conta destas burocracias com algumas instituições de crédito, aos poucos a renegociação está sendo construída. “Já são três bancos, que representam mais de dois terços dos produtores, aderindo ao programa. Agora faltam as instituições privadas, que terão reunião com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e o Ministério da Fazenda ainda neste semana em Brasília (DF) para tratar deste assunto”, finaliza o presidente da Federarroz.

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