Batata e tomate mantêm Porto Alegre com a cesta básica mais cara do País em 2015
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Agronegócio

Batata e tomate mantêm Porto Alegre com a cesta básica mais cara do País em 2015

Preços subiram 20,16% durante o ano
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O preço da cesta básica subiu em todas as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 2015. Em dezembro, o valor também subiu em todas as cidades, segundo dados divulgados nesta sexta-feira. O maior custo da cesta foi apurado em Porto Alegre (R$ 418,82), seguido de Florianópolis (R$ 414,12) e São Paulo (R$ 412,12). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 296,82) e Natal (R$ 309,92). Para os gaúchos, as altas do tomate e da batata impulsionaram o resultado.

Em um ano, a cesta de Porto Alegre registrou alta de 20,16%, passando de R$ 348,56, em dezembro de 2014, para o valor atual. A economista Daniela Sandi, do Dieese, disse que os produtos in natura tiveram as altas mais expressivas no ano passado. Dos 13 produtos pesquisados, doze registraram alta em 2015: a batata (63,88%), o tomate (51,03%), o açúcar (40,12%), a banana (24,94%), o óleo de soja (21,24%), o café (16,32%), a manteiga (15,91%), a carne (15,45%), o leite (11,76%), o arroz (6,84%), o pão (5,90%) e a farinha (3,04%). O único item que apresentou recuo de preço foi o feijão (-4,33%).

Em dezembro, o valor da cesta básica representou 57,77% do salário mínimo dos trabalhadores, contra 55,81% em novembro de 2015 e 52,33% em dezembro de 2014. A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 528,39%, enquanto a inflação medida pelo INPC/IBGE acumulou 439,60% e o salário mínimo registrou alta de 1.116,24% (variação nominal).

Ainda assim, conforme os cálculos do Dieese, em dezembro o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas – tendo como base a cesta mais cara do mês e levando em consideração determinações constitucionais para suprir despesas básicas – era estimado em R$ 3.518,51, ou 4,47 vezes o mínimo até então vigente, de R$ 788. O valor correspondia a R$ 2.975,55 em dezembro de 2014, ou 4,04 vezes o mínimo da época (R$ 724).


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