BB cria estratégia para ampliar crédito rural

Agronegócio

BB cria estratégia para ampliar crédito rural

O Banco quer simplificar e aumentar o volume de crédito à agricultura
Por: -Fernando Exman
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O Banco do Brasil quer simplificar e aumentar o volume de crédito à agricultura. Para isso, planeja ampliar a carteira de seguro agrícola e passar a oferecer aos produtores rurais contratos de opções de venda a fim de fortalecer os mecanismos de proteção de preços e produção, anunciou o vice-presidente-interino de Agronegócios e Governo do banco, Dercí Alcantara, o Banco do Brasil.

A instituição mantém um projeto piloto nos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul de seguro contra perdas causadas por intempéries. Hoje há 15 mil contratos de apólices, que correspondem a uma importância segurada de R$ 1 bilhão. Segundo o vice-presidente-interino do banco, a expansão do programa depende de uma decisão do governo federal. O seguro é compulsório quando o agricultor contrata o crédito.O banco também quer oferecer contratos de opções de venda de soja, algodão, café, milho, soja e aos que atuam no segmento pecuário. A intenção da instituição financeira é aumentar a liquidez de tais papéis, que protegem a rentabilidade do agricultor. Com a posse de uma opção de venda, o agricultor tem o direito de vender mercadorias por preço determinado anteriormente, mesmo que o mercado no dia da transação esteja retraído.

A idéia é tornar a proteção obrigatória em regiões onde não são boas as perspectivas de negócio. Assim, a concessão do crédito se tornaria viável. Por meio de convênio assinado com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os produtores estão sendo "educados", para participar do mercado futuro. Neste ano, o Banco do Brasil foi responsável pela intermediação de 17,7 mil contratos futuros.

"Muitos dos produtores não têm opções de venda por falta de informação. Queremos passar para 100 mil contratos.

De acordo com o executivo, as principais metas do Banco do Brasil para o ano que vem são aumentar os financiamentos à armazenagem, ao reflorestamento, ao desenvolvimento da bioenergia. O incentivo à agricultura familiar também está entre as prioridades.

Alcantara disse que a grande maioria dos 330 mil produtores que foram beneficiados pela prorrogação do vencimento de suas dívidas neste ano terão de pagá-las. Como as margens de lucro do setor cresceram neste ano entre 50% e 70% em relação ao ano anterior, disse, não há razão para as dívidas - que somam R$ 6 bilhões - não serem liquidadas. As exceções são os agricultores de soja e milho do MT, cujas vendas foram prejudicadas pela precária infra-estrutura da região. As dívidas vencem entre maio e junho.

A carteira de crédito ao agronegócio do Banco do Brasil totalizou R$ 45,9 bilhões no fim do mês passado. O volume de crédito a ser oferecido na safra 2006/2007 é de R$ 33 bilhões - R$ 27 bilhões à agricultura empresarial e R$ 6 bilhões à agricultura familiar.

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