BB planeja lançar título que vai alavancar captação de recursos para o crédito rural

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BB planeja lançar título que vai alavancar captação de recursos para o crédito rural

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O Banco do Brasil negocia com o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o lançamento, nos próximos 30 dias, de uma Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) destinada a captar recursos para fortalecer o crédito rural. O anúncio foi feito hoje pelo vice-presidente de Agronegócios do banco, Ricardo Conceição, adiantando que o papel terá lastro em lotes de Cédulas do Produto Rural (CPR).

"Será um papel de primeira linha", disse. Segundo ele, a LCA será representativa da promessa de pagamento em dinheiro, emitida por instituições financeiras públicas ou privadas, e trabalhará com os melhores clientes do banco. Ricardo Conceição se disse otimista quanto à realização de negócios imediatos, devido ao baixo risco da operação. "Será forte alternativa de financiamento para aumentar o bolo da comercialização e do custeio", afirmou.

Ricardo Conceição adiantou que serão lançados mais quatro títulos criados pela Lei 11.076, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 30 do mês passado. Também está prevista a implantação, até o meio do ano, do Certificado de Depósito Agropecuário (CDA), do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA), do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Warrant Agropecuário (WA).

Segundo ele, ainda não há um calendário definido para a ordem de efetivação desses certificados. Ricardo Conceição antecipou, porém, que todos serão "papéis nobres", com credibilidade pública para alavancar recursos para o crédito rural, de modo a fortalecer o volume de CPRs já negociados pelo Banco do Brasil, no total de R$ 4,47 bilhões no ano passado. Foi um aumento de 192% em relação aos R$ 1,53 bilhão de 2003.

De acordo com o dirigente do BB, a expectativa é de que as negociações com CPRs cheguem a R$ 6 bilhões neste ano, já que tomaram forte impulso nos últimos seis meses, a partir do momento em que o BB deixou simplesmente de dar o aval e passou a comprá-los, usando recursos livres e da exigibilidade da poupança rural.

Do início da safra 2004/2005, em 1º de julho, para cá, o BB realizou negócios com CPRs no valor de R$ 3,04 bilhões, e os produtos mais contratados foram soja (R$ 1,64 bilhão), bovinos (R$ 966 milhões), café (R$ 539 milhões) e milho (R$ 443 milhões); principalmente para os estados de Goiás, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais.


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