BCI reconhece sustentabilidade de algodão do Brasil

Agronegócio

BCI reconhece sustentabilidade de algodão do Brasil

"Estar dentro do BCI significa um voto de confiança no nosso processo produtivo", afirma Haroldo Cunha, da Abrapa
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Os produtores brasileiros de algodão deram ontem um passo importante no processo de convencimento e influência de compradores internacionais sobre a "sustentabilidade" ambiental, trabalhista e social da cadeia produtiva nacional.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) foi admitida, após dura disputa com outras quatro entidades, no conselho consultivo do "Better Cotton Institute" (BCI), um projeto criado há dois anos por grandes redes de varejo da Europa e ONGs internacionais. "O instituto promove o marketing internacional do algodão sustentável e estar dentro significa um voto de confiança no nosso processo produtivo", avalia o presidente da Abrapa, Haroldo Cunha. A entrada no BCI respalda o sistema de produção brasileiro, segundo ele, e reforça o respeito às leis ambientais, trabalhistas e sociais. "Muitas vezes, nossas leis são mais rigorosas do que a média global".

Influente, o BCI mantém parceria com indústrias e ONGs globais como Adidas, Gap, Nike, Marks and Spencer, H&M, Levi Strauss, Lindex, Hemtex, Ikea, Kappahl, Ecom Agroindustrial, IFC, Oxfam e WWF.

A entrada da Abrapa no BCI reforça o marketing internacional do produto brasileiro. "É uma espécie de 'selo' ao nosso produto", afirma Cunha. O executivo lembra que a Abrapa tem dedicado esforços e investido recursos dos produtores em iniciativas desse tipo. A entrada de uma organização brasileira no conselho do BCI dará "voz e voto" em decisões sobre as principais discussões trabalhistas, ambientais e sociais.

A admissão da Abrapa foi decidida em Zurique, na Suíça. Entidades da Índia, Paquistão, África e até a Federação Internacional de Agricultura e Pecuária disputaram a indicação ao BCI, que passou ontem a ter status de associação internacional. O instituto reúne associações de produtores de algodão, ONGs, grandes marcas de rede e de varejo internacionais e membros da cadeia produtiva de algodão, como traders e fornecedores.


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