Bélgica iniciará testes relacionados ao clima com milho

LABORATÓRIO

Bélgica iniciará testes relacionados ao clima com milho

Aplicações levam em conta variedades geneticamente modificadas
Por: -Leonardo Gottems
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O Instituto de Biotecnologia da Flandres (VIB) na Bélgica, recebeu uma licença para seu teste de campo com plantas de milho contendo pequenas alterações hereditárias induzidas pela edição genética com CRISPR para medir a influência do estresse climático. A obtenção dessa autorização permite que o VIB continue o trabalho de campo que já foi iniciado em 2017. 

Um acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias (TJCE) de julho de 2018 desencadeou uma decisão das autoridades belgas de que essa experiência de edição com a CRISPR exigiria uma autorização. Antes da sentença, esse não era o caso, porque o TJCE decidiu que pequenas alterações hereditárias induzidas artificialmente não estão isentas da legislação aplicável aos transgênicos. 

No entanto, há um consenso científico de que o CRISPR permite produzir as modificações desejadas nas lavouras de uma maneira muito mais eficiente e cirúrgica. A técnica pode ajudar o desenvolvimento de culturas que podem contribuir para importantes objetivos de sustentabilidade, como reduzir o impacto ambiental da agricultura, fortalecer plantas contra o estresse climático, melhorar o conteúdo nutricional de culturas alimentares e proteger a biodiversidade.  

Em muitos casos, isso implica a introdução de pequenas variações hereditárias, ou mutações, que podem surgir espontaneamente na natureza ou através de métodos tradicionais de reprodução. Nestes casos, as culturas modificadas com CRISPR são indistinguíveis de suas contrapartes desenvolvidas por métodos tradicionais. 

O VIB está convencido de que a permissão foi concedida, mas lamenta que os mutantes gerados por CRISPR tenham que ser tratados de forma diferente. Dirk Inzé, diretor científico do Centro de Biologia de Sistemas Vegetais da VIB-UGent, afirmou que “existe um consenso mundial de que as culturas produzidas com CRISPR são pelo menos tão seguras quanto os mutantes gerados tradicionalmente". 


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