Benefícios ao Marfrig

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Benefícios ao Marfrig

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O artifício que o Grupo Marfrig está usando para conseguir do governo do Estado redução do ICMS, sob a alegação de que é a única maneira de manter em funcionamento três frigoríficos na região da Campanha, é mais velho do que boi de canga. Foi muito usado nos anos de 1960/70 e 80, com o mesmo objetivo, por frigoríficos regionais, inclusive cooperativas de carne que então existiam, como Livramento, São Gabriel, Bagé, Alegrete e outras.

Tudo vinha muito bem, mas chegava um determinado momento do ano, e eles ameaçavam o governo com fechamento se não ganhassem benefícios fiscais. E todo mundo se perguntava o que eles faziam com o dinheiro ganho com a industrialização da carne. Agora, a história se repete.

A Secretaria Estadual da Fazenda mantém sigilo sobre as propostas do Marfrig, mas sabe-se que Marcos Molina, dono do grupo, e seus executivos fizeram 16 exigências para continuar funcionando, o que não tem muita justificativa diante da nota divulgada pela própria empresa sobre a decisão da Standard and Poor's, agência norte-americana de classificação, ter elevado o rating de crédito corporativo de escala global da companhia para "B+", com perspectiva estável, ressaltando a melhoria da estrutura de capital e da liquidez por meio de ganhos de eficiência operacional e de gerenciamento eficaz do perfil de endividamento. Na escala nacional, o rating corporativo da empresa também foi elevado para "brBBB".

Marfrig II

De acordo com a S&P, a perspectiva positiva reflete redução gradual da dívida, manutenção de liquidez, baixo endividamento de curto prazo, cenário favorável para o consumo de carne e projeção de preços de grãos mais baixos, forte posicionamento de mercado na América Latina e na Europa, além do crescimento da unidade de negócios Keystone Foods com operações na Ásia e nos Estados Unidos, principalmente no fornecimento de produtos processados para a China. Por que, então, é a pergunta que ouvi de criadores de gado, o Tesouro gaúcho vai ter que arcar com a solução dos problemas localizados da empresa.

Lembraram, também, que a empresa foi amplamente anabolizada por recursos públicos e só chegou aonde chegou ? uma das maiores do mundo em alimentos ? graças ao apoio do Bndes, ainda hoje seu segundo maior acionista, com 19%. A Secretaria da Fazenda, que hoje adotará uma posição sobre o benefício, no mínimo, terá que divulgar o reflexo financeiro desta isenção nos cofres do Estado, até para se ver se vai ter algum significado na dívida de R$ 2 bilhões atribuída ao Marfrig.
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