Bienal em MT debate perspectiva de reflorestamento

Agronegócio

Bienal em MT debate perspectiva de reflorestamento

Com mercado garantido, o reflorestamento é um dos melhores negócios do País
Por: -Giuliano
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O reflorestamento é um dos melhores negócios do País, pois tem mercado garantido e ainda conta com a simpatia do mercado consumidor por conservar o meio ambiente. A opinião é de Joésio Siqueira, diretor de Assuntos Estratégicos e Políticos da STCP Engenharia de Projetos Ltda, que é um dos palestrantes do painel Novas Oportunidades para o Setor Agropecuário, que será realizado no dia 23 de agosto, na Bienal dos Negócios da Agricultura, cuja programação vai de 22 a 24 no Centro de Eventos do Senar, em Cuiabá (MT).

"Plantar florestas é garantia de retorno financeiro", assegura o especialista. A taxa interna de retorno tem sido, no mínimo, de 17%. No Brasil estima-se que haja 6 milhões de hectares reflorestados, empregando direta e indiretamente 4,4 milhões de pessoas. No Canadá, que, segundo Siqueira, tem um potencial menor que o Brasil, o reflorestamento gera em torno de US$ 100 bilhões.

E a tendência é que Mato Grosso assuma uma posição de destaque nesse negócio. No ano passado foram plantados cerca de 35 mil hectares de florestas no Estado e a expectativa é que neste ano sejam plantados outros 50 mil hectares. Esta estimativa só não será cumprida se o setor de produção de mudas não conseguir dar conta da demanda.

Mas para que este negócio deslanche, Joésio Siqueira alerta para o que considera um problema grave de gestão do setor florestal. "Há instrumentos legais excelentes, mas falta capacidade de decisão, vontade política e articulação entre as esferas federal, estadual e municipal".

Crédito de carbono:

Este mercado já é uma realidade, que pode ser traduzida por uma lista de contratos vigentes em que a mercadoria é medida em toneladas e cujo valor de mercado é contabilizado normalmente em dólar. Para mostrar como está este nicho de mercado virá à Bienal o gerente técnico da Ecológica Assessoria, Paulo Zanardi, que participa do mesmo painel sobre novas oportunidades de negócios agrícolas, com o tema Crédito de Carbono - Sonho ou Realidade?

Mais que realidade, é um negócio promissor e que está crescendo, diz Zanardi. Mesmo sendo um mecanismo recente, o crédito de carbono já está entre os 30 produtos mais exportados pelo País, superando, inclusive, as vendas de artigos de vestuário e laticínios.

No agronegócio os setores mais promissores são a suinocultura, os frigoríficos e a criação de gado leiteiro. Para produção de energia, o bagaço de cana pode ser utilizado também na indústria sucro-alcooleira e o biodiesel pode vir a ocupar destaque neste mercado, mas ainda depende da aprovação de metodologia pela ONU (Organização das Nações Unidas).

O Brasil tinha até maio deste ano 226 projetos em andamento, ficando em terceiro lugar no Mundo, atrás apenas da Índia e China. Estes contratos, se concretizados todos, representam um mercado de US$ 260 milhões ao ano.

Lavoura-pecuária:

Além de reflorestamento e crédito de carbono, a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é outro tema que vai ser tratado nesse painel. O convidado é o engenheiro agrônomo John Landers, coordenador de Novos Projetos e Relações Internacionais da Associação de Plantio Direto no Cerrado (APDC). A integração lavoura-pecuária utiliza diferentes sistemas para otimizar o uso da área – mas com foco na proteção do solo - para a produção de carne, grãos e fibras, de forma a conseguir bons resultados econômicos sem depauperar o solo. Este sistema é indicado, inclusive, para a recuperação de áreas degradadas. As informações são da assessoria de imprensa do evento.

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