Biodiesel poderá usar soja transgênica e gerar 200 mil empregos no campo


Agronegócio

Biodiesel poderá usar soja transgênica e gerar 200 mil empregos no campo

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O Programa Brasileiro de Biocombustíveis, que poderá gerar 200 mil empregos no Brasil e é uma das prioridades do Ministério de Ciência e Tecnologia, já está em condições operacionais: tanto a nova tecnologia de produção como a viabilidade econômica foram testadas e aprovadas. Tudo isso vai ser anunciado no I Congresso Internacional "Biodiesel: uma opção para o Brasil", que será aberto às 19h, em Ribeirão Preto (SP).

"Cálculos iniciais indicam que o desenvolvimento do programa representará uma significativa economia de l,8 bilhão de litros de diesel importado. Poderá ser até uma saída econômica para o uso da soja transgênica, transformada em biodiesel", afirma o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral. A tecnologia desenvolvida possibilitará a mistura do biodiesel ao diesel fóssil, sem a alteração dos motores dos ve��culos. Ou seja, não representará custos adicionais para as frotas que estão nas ruas.

O Brasil importa 18% do óleo diesel que consome, a um custo de US$ 1,22 bilhão (dados de 2001). Para realizar a substituição, é necessário a produção de óleo vegetal em larga escala. Isso só poderá ser feito, principalmente, a partir da soja, dendê, da mamona e do babaçu, o que poderá representar sua expansão em várias regiões. Atualmente, o único óleo que atende à demanda industrial é a soja - o Brasil produz mais de 40 milhões de toneladas, nas regiões Centro-Oeste e Sul.

O biodiesel, na opinião do ministro Roberto Amaral, será uma versão diesel do Pró-álcool, "com a vantagem de não ter o açúcar para desviar a produção, quando for mais lucrativa. Isso sem contar suas vantagens ambientais, pois reduzirá bastante a poluição ambiental nas cidades. Estaremos nos credenciando mais ainda no cumprimento do Protocolo de Kyoto, reduzindo a

emissão de gás carbônico na atmosfera".

Nas experiências realizadas, o preço médio do óleo diesel na distribuidora situou-se na faixa de R$ 0,78 em São Paulo a R$ 0,93, no Mato Grosso. A diferença de custos decorre da variação dos valores da matéria prima, do frete, e da adoção do metanol ou etanol no processo produtivo.

O Programa Brasileiro de Biocombustíveis, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, foi estabelecido pela Portaria ministerial nº 702, de outubro de 2002. Hoje conta com apoio da Rede Brasileira de Biodiesel, que reúne mais de 200 especialistas. As experiências vêm sendo realizadas há dois anos.

O Ministério de Ciência e Tecnologia dirige o Programa, através da Secretaria de Políticas de Informática e Tecnologia, em cooperação informal com os ministérios do Meio Ambiente, das Minas e Energia, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


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