Biotecnologia reduz uso de água na agricultura
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Agronegócio

Biotecnologia reduz uso de água na agricultura

Novas pesquisas apontam para ganhos de eficiência ainda maiores em plantas GM
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Plantas geneticamente modificadas (GM) favorecem o uso racional do recurso natural no campo e novas pesquisas apontam para ganhos de eficiência ainda maiores


Garantir que mais pessoas tenham acesso à água potável está entre os Objetivos do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o último relatório conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) quase 800 milhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso a de água própria para beber. A aplicação de tecnologia em diferentes atividades é uma das maneiras de contribuir para racionalizar e distribuir este recurso natural. De acordo com levantamento feito pelo Water Resources Group, a agricultura é responsável por aproximadamente 71% do consumo de água em todo o planeta (o equivalente a 3,1 bilhões de m³). Por essa razão, muito se investe no aperfeiçoamento de técnicas agrícolas para preservar não somente os recursos hídricos, mas também os naturais.


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A biotecnologia pode ajudar nesse uso sustentável por meio do desenvolvimento de variedades de plantas geneticamente modificados (GM) resistentes à seca ou cujas características diminuam o uso de defensivos químicos e, consequentemente, de água. No Brasil, os atuais eventos transgênicos disponíveis já trazem esse benefício. Segundo um estudo da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e da Céleres Ambiental, os atuais eventos podem representar uma economia de aproximadamente 134 bilhões de litros de água entre 2010 e 2020. Essa quantidade seria suficiente para abastecer as cidades de Recife e Porto Alegre por um ano. Adicionalmente, já existem no País pesquisas com cana, soja e trigo geneticamente modificados (GM) para serem resistentes a estresses hídricos.


Sem o uso de tecnologia para aumentar a eficiência do uso de água no campo, em 2030 o setor primário será responsável pelo consumo de 4,5 bilhões de m³ de água, um aumento de 45% em relação a o que é gasto hoje. Adicionando a este número o uso industrial e doméstico, o total será de aproximadamente 7 bilhões de m³.

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