Blairo Maggi rebate dados sobre desmatamento na Amazônia
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Agronegócio

Blairo Maggi rebate dados sobre desmatamento na Amazônia

Blairo Maggi disse que precisava esclarecer um mal entendido para que o estudo "não contaminasse" a discussão do Código Florestal, a ser à tarde em Plenário
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O senador Blairo Maggi (PR-MT) fez em Plenário nesta terça-feira (6) um esclarecimento quanto aos dados de desmatamento na região da Amazônia em 2011, divulgados esta semana pelo governo federal. Pelo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os únicos dois estados que registraram aumento da área desmatada em relação a 2010 foram Mato Grosso e Rondônia. Em Mato Grosso, o desflorestamento foi 23% maior do que no ano passado. Em Rondônia, o índice de desflorestamento dobrou.

Blairo Maggi disse que precisava esclarecer um mal entendido para que o estudo "não contaminasse" a discussão do Código Florestal, a ser à tarde em Plenário. O senador, que foi governador de Mato Grosso, disse que, apesar de ter apresentado o maior índice de desmatamento de 2010 a 2011, nos últimos seis anos, o estado reduziu a prática de forma significativa.

Em 2004, período considerado o pico do desflorestamento da região, foram desmatados 11.814 quilômetros quadrados de área, ou 1,18 milhão de hectares. Em 2010, esse número caiu para 871 quilômetros quadrados ou 87,1 mil hectares. Uma redução de mais de 90% (de 1,18 milhão para 87,1 mil).

- Queria deixar isso claro. Há de fato um aumento de 23% de 2011 em relação a 2010. Mas quando comparamos 2011 com o período de 2004, que foi o mais agudo no Mato Grosso, ainda temos uma redução de mais de 90% no desflorestamento - afirmou o senador, acrescentando que a diminuição foi resultado de um trabalho conjunto de governos e setores produtivos da região.

Blairo Maggi afirmou que para avaliar o desmatamento na Amazônia como um todo, é preciso analisar o tamanho da Amazônia e quanto esses percentuais representam do total da região. Dessa forma, é possível mostrar o esforço que os governos estaduais e federal vêm fazendo para ter mais produtividade e competitividade em cada hectare de terra.

No Mato Grosso, por exemplo, assinalou o senador, a produtividade praticamente dobrou. Ele disse que em 1979, quando seu o pai chegou ao estado para plantar soja, havia apenas uma safra por ano, com produtividade de 1.800 quilos por hectare. Atualmente, duas safras são conseguidas por ano, com produtividade de 3.100 quilos por hectare.

Em aparte, o senador Ivo Cassol (PP-RO) também apontou erros cometidos pelo Inpe ao fazer o levantamento das áreas desmatadas. Segundo o senador, que foi governador de Rondõnia, o Inpe considera na conta áreas desmatadas por autorização do governo federal para grandes obras, por exemplo, como desflorestamento. Para o senador, é preciso cuidado com esse tipo de estudo, para que o instituto não caia em descrédito.

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