BNDES reforça o caixa para financiar máquinas agrícolas
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Agronegócio

BNDES reforça o caixa para financiar máquinas agrícolas

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A Finame Agrícola Especial e o Moderfrota, voltados ao financiamento de tratores, colheitadeiras, máquinas e implementos agrícolas, ganharam reforço de caixa de R$ 750 milhões para contratação ainda no atual ano safra. Com isso, os dois programas, juntos, contarão com total de R$ 4,9 bilhões para utilização até 30 de junho.

Portaria publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU) autorizou a liberação de R$ 250 milhões para equalização das taxas de juros do Moderfrota. Com isso, o orçamento do programa administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi ampliado para R$ 2,25 bilhões. A utilização dos recursos liberados será integral até o fim da atual temporada agrícola.

Da mesma forma, o BNDES transferiu ao Finame Agrícola Especial mais R$ 500 milhões, elevando o orçamento total do programa para R$ 2,65 bilhões até 30 de junho. "Não faltarão recursos para atender à demanda por financiamentos do setor agrícola", garante a chefe do Departamento de Suporte e Controle Operacional do BNDES, Maria da Conceição Keller, referindo-se aos diversos contratos de vendas firmados pelo indústria nacional durante os eventos do Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) em maio, e em Rondonópolis (RO), em abril.

Maria da Conceição destaca que já foram comprometidos , no atual ano safra, R$ 2,084 bilhões no Finame Agrícola Especial, restando ainda, portanto, R$ 566 milhões para novas operações. A Finame Agrícola Especial opera com uma taxa fixa de 13,95% ao ano. No Moderfrota - com taxas de juros equalizadas entre 9,75% e 12,75% ao ano, dependendo do porte da operação - já estão comprometidos R$ 1,856 bilhão, restando ainda R$ 394 milhões para novas contratações.

Maria da Conceição informa que até 15 de junho serão estar definidas as regras dos programas agrícolas para o próximo ano safra, que vai de 1 de julho de 2004 a 30 de junho de 2005. A expectativa é de que a demanda por financiamentos cresça ainda mais para o próximo período. Um das questões em aberto é a equalização das taxas de juros do Moderfrota pelo Tesouro Nacional.

As indústrias fabricantes de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas se propuseram a assumir parte da equalização de juros, caso o Tesouro Nacional relute em fazê-lo. O objetivo principal do setor fabricante é manter a vitalidade dos programas agrícolas. Afinal, nos últimos quatro anos, 30% da frota nacional de tratores foi renovada. Até o ano 2000, o Brasil não produzia colheitadeiras e era obrigado a importar 100% destas máquinas. O programa de nacionalização progressiva, administrado pelo BNDES possibilitou a instalação de montadoras no País que hoje exportam em torno de 50% das colheitadeiras produzidas.


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