Bovinos abatidos podem chegar a 405

Agronegócio

Bovinos abatidos podem chegar a 405

Essa é a primeira onda de abates relacionados à exposição do rebanho ao risco da encefalopatia espongiforme bovina
Por: -José Rocher
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O número de bovinos abatidos no Paraná por uso de ração com proteína animal – proibida pela legislação que previne a entrada da doença da vaca louca no país – deve chegar a 405 nos próximos dias, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além dos 175 animais mortos nas últimas semanas, mais 85 passaram ontem por um frigorífico de Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, foco do problema. E ainda restam 145 interditados.

“As suspeitas de irregularidade na alimentação dos plantéis vêm sendo confirmadas por exames de laboratório”, relatou a veterinária Ellen Laurindo, fiscal do Mapa. A fiscalização, que mobiliza também técnicos da Defesa Sanitária Animal do Paraná e percorreu 34 municípios neste ano, interdita os animais logo que identifica cama aviária nos cochos. O material, retirado dos criadouros de frango, contém restos de ração aviária com proteína animal, ingrediente proibido para bovinos e ovinos por ser apontado como causa da doença da vaca louca. Seu uso em fazendas de gado foi expressamente proibido em 2004 e, desde o ano passado, os fiscais estão autorizados a encaminhar os animais suspeitos diretamente para frigoríficos.

Essa é a primeira onda de abates relacionados à exposição do rebanho ao risco da encefalopatia espongiforme bovina. A doença, identificada na Europa na década de 80, altera o comportamento do animal, que deixa de se alimentar e precisa ser sacrificado. “A fiscalização vai continuar. As propriedades são escolhidas de forma aleatória. Se houver irregularidades, mais animais serão abatidos”, afirma a veterinária da Defesa Sanitária estadual Elzira Pierre. Em Mato Grosso do Sul, as operações fiscais resultaram no abate de 1.599 bovinos.

Os fiscais relatam que numa única propriedade de Francisco Beltrão foram interditados 263 animais, dos quais 233 foram mortos e 30 estão na fila do abate. Os proprietários não vêm sendo identificados pelos fiscais. A reportagem continua tentando localizá-los para registrar seus depoimentos. Além dos 233 abates do Sudoeste, outros 27 ocorreram em Astorga (Norte), a partir de uma fazenda onde restam 20 bovinos interditados. Existem ainda 95 bovinos interditados em outras estabelecimentos pecuários da região.

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