Brasil cede à pressão russa

Agronegócio

Brasil cede à pressão russa

País vai se preparar para atender demanda e evitar crises de exportação no setor
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Apesar de considerar exageradas as exigências da Rússia que levaram à suspensão da compra de carne brasileira, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse nesta quarta-feira (8) que o Brasil vai se preparar para atender a esse tipo de demanda e, assim, evitar crises de exportação no setor. Isso envolve a realização das vistorias prometidas ao governo russo nas plantas produtivas, tarefa que deve ter início na próxima semana, e o reforço da estrutura de laboratórios.


Por enquanto, para evitar que o bloqueio seja efetivamente aplicado, Rossi destaca que a estratégia será a de negociação. Segundo ele, o vice-presidente, Michel Temer, enviou uma carta ao primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, pedindo que não seja aplicado de imediato o embargo às compras de carnes brasileiras. O governo pretende ainda enviar uma missão ao país, caso o embargo não seja adiado de 15 para 30 de junho.


A crise que envolve a venda de carnes para a Rússia está sendo monitorada continuamente pela equipe dos ministérios da Agricultura, Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As discussões envolvem também os dirigentes das principais instituições que representam o setor produtivo de carnes, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) e a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). A primeira reunião com o setor produtivo, destacou o ministro, “não foi uma reunião de flores, mas de responsabilidades”.


O setor de suínos deve ser o mais prejudicado, porque depende mais das exportações à Rússia do que a avicultura e a bovinocultura. Os suinocultores do Paraná temem redução nos preços. Na última semana, no entanto, não foram registradas quedas expressivas no estado. O preço do suíno caiu 3%. O setor quer ampliar as exportações à China, mas isso só deve ocorrer a partir do segundo semestre.

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