Brasil dá sustentação a indústria de defensivos
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Agronegócio

Brasil dá sustentação a indústria de defensivos

Após recuo global no primeiro semestre, Bayer CropScience tenta recuperar vendas com expansão na América Latina
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Após recuo global no primeiro semestre, Bayer CropScience tenta recuperar vendas com expansão na América Latina

Monheim, Alemanha - Com a maior área para expansão da agricultura entre os países produtores de alimentos e com o status de maior mercado para a indústria de defensivos agrícolas, o Brasil se tornou peça chave para o que o setor chama de sustentabilidade. O conceito – enquanto bandeira do setor de agrotóxicos – foi foco central das discussões da conferência que a Bayer CropScience, multinacional de pesquisas, serviços e defensivos para a atividade rural, realizou na semana passada em sua sede, em Monheim, na Alemanha. Cerca de 300 jornalistas dos quatro cantos do mundo queriam saber para onde o setor caminha. A resposta foi que a saída está em tornar a produção sustentável em países como o Brasil.

E não se trata de planos com prazos a perder de vista, ligados à previsão das Nações Unidas de que a produção de alimentos será dobrada nos próximos 50 anos. A expectativa da Bayer é fechar 2010 com faturamento 6% maior que o do ano passado na América Latina, disse Rüdiger Scheitza, membro do conselho diretivo e responsável pelo portfólio global da Bayer CropScience. Perto de 20% do faturamento da indústria saem da região, com liderança brasileira. “O potencial do Brasil é expressivo comparado ao da Argentina”, ar­gumentou. Do faturamento de R$ 14,3 bilhões registrado pela divisão CropScience em 2009, R$ 2 bilhões tiveram origem no Brasil, onde o agronegócio absorve metade das vendas da Bayer.

Essa expectativa ganha importância enquanto estratégia global da empresa pelo fato de as vendas totais terem caído 3% no primeiro semestre. O recuo foi confirmado pelo presidente do Conselho de Administração da Bayer CropScience, Friedrich Berschauer. No cargo desde 2004, ele deve se aposentar a partir de outubro. Quem vai comandar a estratégia global da indústria será, pela primeira vez, alguém de fora da Alemanha: a norte-americana Sandra E. Peterson.

Breve e incisiva, a executiva entrou na Bayer em 2005 para atuar na área de produtos para saúde. Em julho, passou a fazer parte do Conselho de Administração. Agora, assume a presidência com a missão de sustentar o faturamento da divisão, que no Brasil vem subindo todos os anos. Por outro lado, mostrou que sustentabilidade, em sua visão, vai além de garantir viabilidade para os negócios da companhia. Declarou entender o conceito nos contextos social e ambiental. Ela disse que também aposta no papel estratégico do Brasil enquanto maior mercado do mundo. Sem dar detalhes de como será sua atuação, mostrou que deve seguir os planos já traçados pela empresa.

O jornalista viajou a convite da Bayer CropScience.

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