Brasil discute produção de etanol na Organização Internacional do Açúcar

Agronegócio

Brasil discute produção de etanol na Organização Internacional do Açúcar

Representantes brasileiros apresentarão ações governamentais de apoio ao setor
Por: -Sophia Gebrim
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A produção de etanol vem ganhando espaço nas pautas da Organização Internacional do Açúcar (OIA). “Sem o etanol no mercado, poderia haver um desequilíbrio na oferta mundial de açúcar”, afirma o diretor de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Cid Caldas. Para ele, a organização, que tradicionalmente trata apenas o mercado açucareiro, já incluiu o etanol nas discussões. Caldas e o secretário de Agroenergia do ministério, Manoel Bertone, representam o governo brasileiro no 19º Seminário da OIA, de 29 de novembro a 3 de dezembro, em Londres (Inglaterra).

“A organização apresentará os números da produção mundial e consumo do etanol e do açúcar”, destaca o coordenador. Ele ressalta que o OIA está preparando o primeiro anuário estatístico do etanol, para divulgar em maio de 2011. “As reuniões da organização, habitualmente realizados em Londres, tornaram-se o principal encontro do setor açucareiro e agora também do setor de etanol, devido à importância que o biocombustível vem garantindo no mundo todo”, enfatiza.

Os representantes brasileiros no encontro apresentarão as ações governamentais de apoio ao setor sucroalcooleiro, as políticas públicas de fomento às atividades e a expectativa de produção para a próxima safra de cana-de-açúcar, etanol e açúcar. “Também comentaremos as ações do Compromisso Nacional Para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana, Plano Setorial de Qualificação para Cortadores de Cana e a participação da cana no recém lançado Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC)”, informa Cid Caldas.

Líder mundial na produção de açúcar e etanol de cana-de-açúcar, o Brasil é responsável por mais de 50% do comércio internacional. A experiência brasileira com etanol combustível tornou-se referência mundial no campo das energias renováveis, como forma de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis. A produção de cana-de-açúcar no país tem crescido 11% ao ano.

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