Agronegócio

Brasil e EUA querem promover etanol como energia alternativa

Países e BID criam comissão com o objetivo de divulgar combustível nas Américas
Por: -Redação
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Foi assinado ontem (18-12), em Miami, na Flórida, o tratado que cria a Comissão Interamericana do Etanol, entidade privada lançada por EUA, Brasil e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) com a proposta de promover o uso do combustível como alternativa ao petróleo nas Américas. A comissão surgiu a partir do patrocínio do governador da Flórida, Jeb Bush, e do ex-ministro brasileiro da Agricultura e atual presidente do Conselho Superior de Agricultura, Roberto Rodrigues, além do presidente do BID, Luis Alberto Moreno. Brasil e EUA são os países líderes na produção do etanol, com cerca de 16 bilhões de litros anuais cada um.

"Nos últimos 35 anos, venho pensando como a humanidade foi estúpida em construir uma civilização inteira a base de petróleo, que é algo que um dia vai acabar", discursou Rodrigues ontem, segundo a imprensa americana, durante o lançamento da comissão. "Combustíveis alternativos, com o etanol, prometem reduzir a dependência dos EUA do petróleo estrangeiro", disse o governador da Flórida. A intenção dos Estados Unidos é desenvolver um programa de substituição de gasolina para todas as Américas. Só nos Estados Unidos, a substituição pode gerar uma demanda de 80 bilhões de litros de etanol.

"A comissão vai ter uma atividade bastante ampla de promover e identificar o potencial de demanda de etanol nos principais mercados", afirmou o diretor de comércio exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca. "A idéia é realizar um trabalho de marketing internacional, com a realização de seminários, debates, artigos e participações em eventos em todo o mundo", explicou. A idéia, segundo ele, é "tornar o etanol uma commodity". "Hoje, o etanol já está listado em Bolsa, mas não tem muita liquidez. Para que isso ocorra, é necessário mais divulgação, um trabalho quase didático e promocional de suas vantagens".

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