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Brasil lança plano de transformação ecológica na COP28

País busca desenvolvimento centrado na economia verde


Foto: Bing

Por Luiz Antonio Pinazza 

Engenheiro Agrônomo - agronegócio e sustentabilidade

Os acontecimentos na Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas possuem repercussão de grandeza mundial. Na COP21 de Paris, na França, em 2015, e COP26, de Glasgow, na Escócia, foram registrados 40 mil participantes em cada um. Na COP27, de Sharm el-Sheikh, no Egito, em 2022, o número alcançou 33 mil. Agora, projetos e soluções fundamentadas em tecnologias sustentáveis estão sendo apresentado na 28ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP28).  

Diante dessa repercussão avantajada, com visão de futuro, o governo federal lançou o Plano de Transformação Ecológica do Brasil. A proposta possui dimensão Sul Global, pois abrange os países emergentes localizados, em especial, no hemisfério Sul do planeta. A proposta faz parte das medidas desafiadoras para enfrentar as mudanças climáticas que minimizem a ocorrência de eventos extremos cada vez mais frequentes e intensos.

A exposição do Plano foi feita pelo Ministro da Fazenda Fernando Haddad. Com visão evolutiva e modelo realista, a narrativa deu uma ideia de buscar paradigmas centrados no desenvolvimento na economia verde. As medidas a serem implementadas envolvem os mercados de carbono, núcleos de inovação tecnológica nas universidades, áreas de concessões florestais e reciclagem de obras e serviços, dentre outras.

Estudos desse cenário projetam a necessidade de acréscimo nos investimentos anuais entre US$130 a US$160 bilhões no transcorrer a próxima década. O histórico do Brasil mostra capacidade de aplicações concentradas nas infraestruturas sustentáveis voltadas as adaptações na produção de energia, evolução industrial e mobilidade flexível. Como exemplo de viabilidade serve a rede de hidrelétricas com sistema unificado e a produção de biocombustíveis (etanol e biodiesel).

Na agenda ecológica brasileira, avanços são percebidos. Com mais ações da prevenção e controle, o desmatamento no bioma amazônico diminuiu em quase 50%. No Congresso Nacional (CN), houve aprovação dos Projetos de Lei sobre hidrogênio verde e a geração de energia eólica offshore, de enorme potencial no país. Para completar, a atualização para 2023 das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil para reduzir as emissões em 48% até 2025 e 53% até 2030, em relação às emissões de 2005.


 
 

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