Brasil lidera alta no plantio de transgênicos na América Latina

Agronegócio

Brasil lidera alta no plantio de transgênicos na América Latina

A área de soja e algodão geneticamente modificados chega a 11,5 milhões de ha
Por: -Redação
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O plantio de transgênicos no Brasil vem crescendo a cada ano e atualmente o país lidera o crescimento com este tipo de tecnologia na América Latina, com alta de 22% em 2006 em relação ao ano anterior. No total chegam a 11,5 milhões de hectares de soja e algodão geneticamente modificados, este comercializado pela primeira vez em 2006. Os Estados Unidos continuam a direcionar o crescimento na América do Norte e em todo o mundo, sendo responsáveis pelo maior aumento absoluto em tamanho de área em acres em 2006 com a adição de 4,8 milhões de hectares. As informações são do estudo do ISAAA, intitulado “Situação mundial da comercialização de grãos geneticamente modificados em 2006”.

Até mesmo na Europa, onde há resistência por parte de associações quanto à tecnologia, está ocorrendo aumento no plantio de variedades transgênicas. A Eslováquia se tornou o sexto país da União Européia, dentre os 25, a cultivar plantações GMs. A Espanha continua a liderar o continente, cultivando cerca de 60 mil hectares em 2006. Outros cinco países da União Européia divulgaram um aumento de cinco vezes nas plantações, de 1,5 mil hectares em 2005 para cerca de 8,5 mil hectares em 2006.

A área global de plantações transgênicas cresceu 12 milhões de hectares ou 13%, atingindo 102 milhões de hectares. O estudo mostra ainda que mais de 9,3 milhões, ou 90% dos agricultores que cultivaram plantações GM no ano passado, são pequenos produtores de países em desenvolvimento. O crescimento no período de 1996 a 2006 é equivalente a um aumento sem precedentes de 60 vezes, o maior índice de adoção de qualquer tecnologia na agricultura registrado até hoje. A quantidade de agricultores que adotaram as variedades GMs chegou a 10,3 milhões, contra 8,5 milhões em 2005.

Resistência à seca:

Espera-se que as plantações GMs com características de resistência à seca cheguem ao mercado dentro dos próximos cinco anos, favorecendo a agricultura e o desenvolvimento de regiões mais pobres do globo nas quais o clima é mais seco. Pesquisas nesse sentido estão em andamento no mundo inteiro, inclusive no Brasil. As informações são da assessoria de imprensa do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

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