Brasil negocia com Europa novas regras para identificar nitrofurano no frango
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Agronegócio

Brasil negocia com Europa novas regras para identificar nitrofurano no frango

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) negocia com as autoridades sanitárias da União Européia (UE) a revisão da regra que submete 100% da carne de frango brasileira à análise laboratorial para identificar resíduos de nitrofuranos, um grupo de antimicrobianos proibidos no bloco europeu. A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa propôs à UE reduzir a 10% as análises feitas em território europeu a partir de 10 de julho deste ano. Além disso, comprometeu-se a emitir laudos de análise, com resultado negativo de resíduos de nitrofuranos, para cada partida de carne de frango exportada pelo Brasil.

O Mapa fez um detalhado relatório técnico sobre o Programa de Monitoramento de Resíduos Metabólicos de Nitrofuranos no país, iniciado em 10 de fevereiro de 2003 com a coleta de 350 amostras semanais em 40 unidades de produção, inclusive das indústrias habilitadas a exportar para a UE. Há dois laboratórios oficiais, um no Rio e outro em Campinas (SP), autorizados e estruturados para analisar as amostras, que enviam os resultados dos testes ao Mapa por meio de um sistema eletrônico em tempo real. “Considerando os resultados das análises de laboratório, o programa do ministério e as ações das indústrias de carne de frango e derivados, além da considerável redução dos ‘alertas rápidos’ nos embarques brasileiros, solicitamos a revisão da Decisão 794/2002 da Comissão Européia o mais breve possível”, diz o relatório.

Das 4.120 amostras analisadas pelos laboratórios oficiais até a última segunda-feira (26/05), 98,74% apresentaram resultado negativo e apenas sete (0,17% do total) foram positivas. Desse total, quatro eram de estabelecimentos não-credenciados a exportar para a UE. Outras 45 amostras (1,09%) tiveram resultado suspeito, não confirmado, mas ainda assim abaixo do limite de detecção do método de análise utilizado, de 0,5 partes por bilhão. Os resultados mostraram um baixo nível de resíduos, o que denota a ocorrência da “contaminação cruzada” (por outros meios que não o uso deliberado da droga) nos frangos brasileiros.

Nos casos suspeitos, o Mapa tem reforçado a fiscalização para verificar os métodos de criação e reprimir o uso de produtos veterinários proibidos. Desde maio de 2002 está proibida a utilização do grupo de nitrofuranos na forma de medicamentos em animais para o consumo humano. Os produtos nitrofurazona e furazolidona são proibidos no país desde setembro de 1998.


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