Brasil pode combater febre aftosa na Bolívia


Agronegócio

Brasil pode combater febre aftosa na Bolívia

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Produtores querem que o País vacine o gado boliviano como forma de prevenção.

Entidades de produtores de todo o País vão defender junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que o Brasil assuma a vacinação contra a febre aftosa na Bolívia, como forma de prevenir um eventual retorno da doença ao território nacional. A proposta foi acertada no final de semana, em Porto Alegre (RS), durante reunião do Fórum da Pecuária de Corte, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O entendimento da iniciativa privada é de que Brasil, Argentina e Chile devem se conscientizar da necessidade de apoio mais consistente para o controle da aftosa na Bolívia.

“Mas não podemos decidir pelos países vizinhos e por isso estamos sugerindo ao governo brasileiro que assuma essa responsabilidade, mesmo que Argentina e Chile se neguem a apoiar”, diz o coordenador do Fórum, Antenor Nogueira. Segundo ele, a proposta será levada ao presidente Lula no próximo dia 28, em Campo Grande (MS), quando participa de uma reunião com representantes de federações de agricultura e de outras entidades de pecuaristas. Na oportunidade, a iniciativa privada doará 1 milhão de doses de vacina antiaftosa ao presidente para que este as repasse ao governo boliviano.

“Com essa doação de medicamento queremos sinalizar ao Presidente da República que as entidades do setor estão prontas para colaborar com o governo brasileiro, caso assuma a luta contra a aftosa na Bolívia”, diz o coordenador do fórum. Ele diz que o rebanho bovino boliviano é de apenas 6 milhões de cabeças, ou 3,5 vezes menor que o de Goiás, 6 vezes menor que o do Mato Grosso do Sul, 2,5 vezes menor que o do Mato Grosso e menor até que o de Rondônia.

Para Antenor Nogueira, não se pode ignorar que a Bolívia faz fronteira com a Região Centro-Oeste, onde se encontra o nosso maior rebanho de gado de corte. Segundo ele, os custos da vacinação no país vizinho seriam incomparavelmte menores que os prejuízos de uma contaminação do gado brasileiro.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Macel Caixeta, diz estar de acordo com a iniciativa do Fórum, pois todo esforço é válido no sentido de manter o status do Centro-Oeste como área livre de febre aftosa. Essa também é a posição do presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Maurício Faria, que também defende apoio técnico para a vacinação no país vizinho.


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