Brasil tem até 1º de julho para adequar ações sanitárias

Agronegócio

Brasil tem até 1º de julho para adequar ações sanitárias

Mapa será responsável pela fiscalização dos estabelecimentos exportadores de carnes
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De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Inácio Kroetz, o risco da suspensão da exportação de carne bovina para a Rússia foi minimizado. A retomada das negociações com o Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Federação Russa foi resultado da missão oficial do Mapa, dias 8 e 9 últimos, a Moscou. As medidas exigidas pela Rússia para a manutenção do fornecimento de carne brasileira devem vigorar a partir de 1º de julho, conforme já estabelecido pela Rússia.

Por iniciativa do governo russo, o Ministério da Agricultura do Brasil será responsável pela habilitação, desabilitação e reabilitação de estabelecimentos exportadores de carnes. O sistema deve ser similar ao que já é feito pelo Brasil para os mercados europeu e americano. Anualmente, o Brasil receberá visitas de inspetores russos que farão a auditoria nos estabelecimentos habilitados pelo Mapa. A situação dos 11 frigoríficos que tiveram recentemente a sua habilitação suspensa pelas autoridades russas também será analisada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).

A Rússia apenas autoriza a habilitação de frigoríficos que não abatam animais provenientes de áreas não-habilitadas. Hoje são 56 ao todo, localizados nos estados do Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rondônia e São Paulo. A embalagem primária dos produtos também deve conter selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) desde o estabelecimento de abate. Além disso, a Rússia suspendeu a importação de carnes provenientes de estabelecimentos que se dedicam apenas a desossa e processamento de carnes.

As delegações acordaram na criação de grupo de trabalho composto por membros da Secretaria de Defesa Agropecuária e o Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Federação Russa e, até 1º de novembro deste ano, deve estabelecer um Memorando de Entendimento sobre as condições de fornecimento de mercadorias sujeitas à supervisão veterinária oficial do Brasil para a Rússia. A Rússia exigiu ainda o aumento do controle da tuberculose bovina nas propriedades que abatem animais cuja carne tem como destino a Rússia.

Além disso, devem entrar em vigor, a partir de 1º de julho, os novos itens de segurança nos Certificados Sanitários Internacionais e um sistema de certificação digital desses documentos. “As medidas aumentam a responsabilidade do serviço de inspeção nacional e dos empresários que desejam exportar. Com elas, o padrão sanitário das exportações será elevado”, conclui Kroetz.

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