Brasil tem novo laboratório para diagnosticar doenças aviárias
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Imagem: Pixabay
DOENÇAS

Brasil tem novo laboratório para diagnosticar doenças aviárias

Unidade faz ensaios para o diagnóstico da influenza aviária e da doença de Newcastle
Por: -Eliza Maliszewski

O Brasil passa a contar com um novo e um dos mais modernos laboratórios do mundo no diagnóstico de doenças aviárias. O  Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP), localizado em Campinas, é destinado a ensaios para o diagnóstico da influenza aviária e da doença de Newcastle.

A estrutura tem uma área superior a 2.000 m², dos quais 374 m² são de alto nível de bioconteção, iniciou os trabalhos em dezembro de 2020. A autroização da unidade é para manipular patógenos de alta virulência.

Em relação à biossegurança, o novo laboratório é um dos mais modernos do mundo, sendo uma das poucas unidades NBA-3 com dedicação exclusiva para o diagnóstico de doenças aviárias. A área de alta biocontenção dispõe de sistemas e equipamentos com capacidade de detectar, identificar, propagar e manipular microrganismos de alto risco biológico sem oferecer risco à segurança da comunidade e do meio ambiente. 

Toda a área é monitorada por câmeras 24 horas por dia e o acesso ao laboratório é controlado por meio de senhas individuais. O LFDA-SP é o segundo laboratório brasileiro a ser classificado como de alto nível de biocontenção pela Organização para Alimentação e Agricultura (FAO). O primeiro foi o laboratório do LFDA-MG.

“Com a transferência das atividades de virologia para a nova estrutura, o LFDA-SP passa a ampliar suas atividades na condição de laboratório de referência mundial para o diagnóstico da doença de Newcastle e influenza aviária [reconhecido pela OIE desde 2016], estando apto a receber de forma segura amostras suspeitas de outros países do continente”, destaca o coordenador-geral de Laboratórios Agropecuários, Rodrigo Nazareno.

O local também passa a ter condições de manipular material com alta concentração e volume de vírus, ampliando a possibilidade de produção de materiais de referência e o estabelecimento de novas parcerias para realização de experimentos que demandam a manipulação de vírus aviários de alta patogenicidade.

O Brasil nunca registrou nenhum caso de influenza aviária, atualmente com surto em diversos países da Europa, e é livre de New Castle desde 2003, com reconhecimento pela OIE.


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