Brasil tem recorde de destinos de exportação de arroz beneficiado

ARROZ

Brasil tem recorde de destinos de exportação de arroz beneficiado

Os principais importadores foram Peru, Iraque, Venezuela, Cuba e Estados Unidos
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O Brasil teve recorde de destinos de exportação de arroz beneficiado (base casca) em 2019. De janeiro a dezembro do ano passado, o cereal brasileiro foi comercializado para 96 mercados, superando 2018 (84) e 2017 (60). Os principais importadores foram Peru, Iraque, Venezuela, Cuba e Estados Unidos.

Nos 12 meses de 2019, o volume de arroz beneficiado (base casca) exportado pelo Brasil foi de 511.177,91 toneladas, alta de 5,6% sobre o ano anterior, quando os embarques totalizaram 483.891,18. Em relação a 2017 (353.494,53t), foram 157.623,38 toneladas a mais em 2019.

Os dados sobre as exportações de arroz beneficiado (base casca), divulgados nesta segunda-feira (13) pela Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria de Arroz Beneficiado), foram consolidados pelo Sindicato da Indústria do Arroz no Estado do Rio Grande do Sul (Sindarroz-RS).

“O nosso principal comprador continua sendo o Peru, com importações de 147 mil toneladas de arroz beneficiado (base casca) no ano passado, contra 121 mil toneladas de 2018 e 113 mil toneladas de 2017”, diz o diretor executivo do Sindarroz, Tiago Sarmento Barata.

Também foi importante, destaca o dirigente do Sindarroz, a retomada das exportações para o Iraque, que totalizaram 90,4 mil toneladas. Em 2018, o Brasil não exportou para aquele país e, em 2017, os embarques foram de apenas 220,62 toneladas.

“Tivemos algumas dificuldades de acesso ao Iraque, mas agora ele voltou a absorver o nosso produto”, observa Tiago Sarmento Barata. Segundo ele, Peru e o Iraque são dois mercados altamente exigentes por qualidade, o que “atesta os atributos do arroz brasileiro”.

“Em 2019, conseguimos, portanto, aumentar o volume das exportações de arroz beneficiado (base casca), ampliar a diversificação de mercados e nos consolidar como um país ofertante de produto de qualidade”, enfatiza o diretor executivo do Sindarroz.  “As vendas para o Peru, México e Iraque são referências muito boas para a orizicultura brasileira.”

Brazilien Rice

Gustavo Ludwig, gerente do Brazilian Rice, projeto de promoção comercial internacional executado por meio de parceria entre a Abiarroz e a Apex-Brasil, também reforça a importância das exportações para o Peru e Iraque, além de Cuba, Estados Unidos e Arábia Saudita.

De acordo com Ludwig, a grande expectativa para 2020 é o mercado mexicano, para onde a cadeia brasileira de arroz beneficiado espera incrementar as exportações.

“Neste primeiro trimestre do ano, vamos ter duas ações naquele país: uma missão empresarial prospectiva em fevereiro, em parceria com a embaixada do Brasil no México e a Apex-Brasil, na Cidade do México; e a participação na Expo Andad México, em Guadalajara, no dia 31 de março, na qual teremos 10 indústrias brasileiras.”


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