Brasil vai incentivar mais produção de milho e sorgo

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Imagem: Marcel Oliveira
ESTRATÉGIA PÚBLICA

Brasil vai incentivar mais produção de milho e sorgo

A partir do próximo dia 1º de julho inicia o Plano Safra 2021/22, com mais crédito disponível
Por: -Leonardo Gottems

De acordo com o analista de mercado Michael Cordonnier, a oferta de milho muito apertada e os preços domésticos de milho recorde vão fazer o governo brasileiro incentivar cada vez mais a produção local de milho e sorgo em grão. Prova disso, ressalta ele, foram os incentivos anunciados na semana passada pelo Ministério da Agricultura. 

“Grandes produtores de gado no Sul do Brasil já estão importando milho dos vizinhos Argentina e Paraguai para manter suas instalações operacionais, bem como têm feito petições ao governo para ter um papel mais ativo no aumento da produção de grãos. O governo pode fornecer incentivos financeiros para a produção e comercialização na forma de empréstimos subsidiados para produção e juros baixos”, explica o especialista.

A partir do próximo dia 1º de julho, destaca ele, com o início do Plano Safra 2021/22, os limites de crédito à produção para grandes produtores que cultivem milho e sorgo granífero passarão de R$ 3 milhões para R$ 4 milhões. Para produtores de médio porte, o limite do empréstimo passará de R$ 1,5 milhão para R$ 1,75 milhão.

“Para complicar ainda mais a situação da oferta de milho, é o recente clima seco impactando negativamente a produção de milho safrinha no centro-sul do Brasil. A safra de milho safrinha responde por cerca de três quartos da produção total de milho do Brasil e a safra deste ano foi plantada a mais recente da história em muitos locais devido ao atraso na colheita da soja. O milho plantado tardiamente agora está sendo impactado pelo fim precoce da estação chuvosa de verão, o que aumenta o temor de que o milho fique sem umidade antes da maturidade”, acrescenta.

“Os preços domésticos do milho no Brasil são aproximadamente o dobro dos de um ano atrás. A forte demanda internacional por milho e a desvalorização da moeda brasileira fizeram com que os estoques ficassem ainda mais apertados. Na B3, em São Paulo, os preços do milho estiveram na faixa de R$ 100 por saca por várias semanas”, conclui Cordonnier.


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