Brasileiros aderem ao lacre eletrônico para exportação de carne bovina
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Agronegócio

Brasileiros aderem ao lacre eletrônico para exportação de carne bovina

Nos próximos 30 dias, frigoríficos ligados à Abiec adotarão a iniciativa, que reduzirá o prazo de liberação de cargas
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Dez empresas associadas à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) já estão oficialmente aptas a implementar o lacre eletrônico, tecnologia que possibilita a redução do tempo gasto com trâmites burocráticos na liberação de cargas, em nosso país. Nos próximos 30 dias, uma unidade fabril de cada associada - BRF, Cooperfrigu, Frialto, Frigol, Frisa, JBS, Marfrig, Mataboi, Minerva e Rodopa – estará habilitada a utilizar o lacre eletrônico para o transporte de cargas de carne bovina com destino ao porto de Santos, em São Paulo.

Batizado de Canal Azul, a iniciativa é resultado de uma parceria entre Abiec, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto de Tecnologia de Software, Ceitec e Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

“O mercado brasileiro de exportação de carne tem ganhado espaço internacional ano após ano. Há cerca de 10 anos, a carne brasileira não aparecia na pauta dos assuntos discutidos em fóruns internacionais e, em menos de uma década, o Brasil ampliou em 10 vezes o valor de suas exportações. Para continuarmos crescendo, é imprescindível desenvolvermos formas mais eficientes de exportar e, neste sentido, a criação do Canal Azul é um marco para o país”, afirma Antonio Camardelli, presidente da ABIEC.


Anualmente, o Brasil perde aproximadamente R$ 160 bilhões em razão de problemas de logística, sendo que R$ 13 milhões só com a falta de estrutura dos portos, segundo números da Fundação Dom Cabral. Testes realizados mostraram que a iniciativa poderá reduzir em média 57 horas o tempo entre a chegada dos contêineres no porto e a liberação para embarque. Com o Canal Azul, os contêineres não precisarão de liberação ao chegar ao porto, pois a validação será realizada previamente por um fiscal federal agropecuário no fluxo de saída do frigorífico.


“O investimento dos frigoríficos nos lacres eletrônicos é baixo, se comparado à economia que será feita com a redução do tempo das cargas nos portos. Projeções apontam que, apenas com a carne bovina, as indústrias deixem de gastar R$ 15 milhões por ano com a energia elétrica usada na refrigeração de contêineres”, explica Camardelli.


O próximo passo do projeto prevê a integração das informações armazenadas no chip com os demais órgãos da cadeia produtiva, como a Receita Federal e Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA).

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