Brasileiros conhecem modelos de eficiência e integração de fazendas nos Estados Unidos

Agronegócio

Brasileiros conhecem modelos de eficiência e integração de fazendas nos Estados Unidos

Grupo de 14 produtores e técnicos percorreram propriedades que utilizam genética ABS
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Grupo de 14 produtores e técnicos percorreram propriedades que utilizam genética ABS e são referência em produção de leite

Produtividade e muita tecnologia. Foi o que um grupo de 14 brasileiros poder ver de perto nos Estados Unidos, percorrendo fazendas muito produtivas que refletem o sucesso da pecuária leiteira americana. A comitiva passou uma semana viajando seguindo uma programação técnica coordenada pela ABS.

"O grupo gostou muito do tour, porque eles puderam ver que o Brasil está próximo do nível genético americano. Nós temos capacidade de acompanhar o mesmo banco de genética e usar os mesmos touros que eles usam. Mas, ao mesmo tempo, durante as visitas, tivemos uma grande aula de eficiência e organização. Chama muita atenção as médias de produção muito altas, o envolvimento dos funcionários e também a qualidade nutricional que oferecem ao rebanho", comenta Raul Andrade, gerente do Departamento Técnico da ABS Pecplan, um dos coordenadores do roteiro.

O grupo teve a oportunidade de visitar quatro fazendas americanas. Entre elas, Lyndell Dairy, onde estão 462 vacas em lactação, sendo que as436 holandesas atingem média de 44kg leite/dia e as 26 Jersey, 31,5kg leite/dia. "Eles usam GMS há 16 anos. É uma seleção onde 100% do trabalho é feito com Inseminação Artificial, sendo 60% com uso de touros genômicos", comenta Frederico Glaser, gerente de Mercado da ABS Pecplan, um dos organizadores da programação, contando que, na propriedade, são utilizadas as mais modernas tecnologias, inclusive, com uma grande estrutura de freestall, e que há 10 anos o grupo participa do ABS Cornerstone.

Na Sassy Cow Creamery, comandada por dois irmãos,, os brasileiros acompanharam um show de exemplo de verticalização de produção. O produto sai pronto para o mercado como leite fluído ou sorvete. Outro diferencial é uma parte do negócio ser voltada para a produção orgânica. Raul Andrade conta que também foi visitada a Golden Oaks, onde são 20 pessoas trabalhando para produzir 26,5 mil quilos de leite por dia. São 630 vacas com média de 42kg/leite/dia. A seleção é feita com base no período de produção de leite e índices de saúde. "Na última estação, utilizaram Montrey e Silver",  ressalta.

A última propriedade visitada foi a Ocean-View Genetics, uma empresa familiar, voltada especificadamente para a produção de genética. Os embriões são comercializados com valor médio de US$500 a US$600. Na fazenda, são 38 vacas no leite em regime tie-stall (baias). "Chama atenção a qualidade dos animais. Entre eles, filhas de Dundee, Shottle e Roy. Vale destacar que oito vacas possuem uma produção vitalícia superior a 91 mil kg de leite", comenta Raul Andrade, informando que um dos destaques é Sassy Sue (ex 93), filha de Dundee, que possui nove gerações de família excelente e que, aos 10 anos, já produziu 108 mil kg de leite e ainda está com lactação aberta.

O roteiro também incluiu visitação  as unidades da ABS Global em Dekora e Deforest,  além de participação na maior feira de leite do mundo: a WDE (World Dairy Expo). Na exposição, o grupo presenciou, entre outros feitos, a genética ABS sendo consagrada com a eleição da vaca Suprema, uma filha do touro Iatola (Jersey) considerada a melhor entre todas as raças. "Chamou muita atenção o público internacional, mais de 3.500 pessoas, o que realmente mostra que é o maior show do mundo. Realmente, que gosta de pecuária vai a esta feira", comenta Raul Andrade, lembrando que a WDE, em 2016, chegou a sua 50ª edição e, além da mostra de gado, reuniu empresas de todos os setores agropecuários: desde sementes e tratores às mais modernas indústrias de softwares de genética. 

Na comitiva de 14 brasileiros que participaram da viagem técnica, além de gestores da ABS, estiveram clientes importantes da empresa de estados como o Rio Grande do Sul e Paraná. Entre eles, representantes das cooperativas leiteiras Santa Clara, Cotrijal e Pia, e da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa.


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