Brócolis aumenta receita do agricultor familiar em Minas
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Agronegócio

Brócolis aumenta receita do agricultor familiar em Minas

Produtores de Itatiaiuçu apostam em chuvas para lucrar mais com a variedade Ninja
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Produtores de Itatiaiuçu apostam em chuvas para lucrar mais com a variedade Ninja

Os agricultores de Itatiaiuçu, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão expandindo as lavouras de brócolis para atender à demanda crescente da hortaliça. De acordo com dados da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em alguns casos os produtores fazem a opção pelo cultivo exclusivamente de brócolis, embora a produção de couve-flor ainda seja uma das tradições do município.

Segundo o extensionista local da Emater, José Luiz Gomes Sampaio, o brócolis se destaca atualmente com lavouras espalhadas em 25 hectares, desenvolvidas em propriedades de agricultura familiar. “Há indicadores de expansão da área plantada de brócolis porque a hortaliça tem aceitação crescente no mercado”, explica o técnico. “Este ano, o preço médio obtido é de R$ 8,00 por embalagem com seis cabeças de brócolis”, diz Sampaio.

O estágio favorável ao produto em Itatiaiuçu pode ser comprovado pelos registros de entrada na CeasaMinas de Contagem, entre janeiro e agosto de 2012: os agricultores do município forneceram 428,1 toneladas, equivalentes a 31,7% do total procedente das lavouras de Minas e de outros Estados. Em relação ao mesmo período de 2011, o volume de brócolis colocado por Itatiaiuçu na CeasaMinas, nos oito primeiros meses deste ano, apresenta um crescimento de 18,5%.

Força do Ninja

Há dois anos o agricultor familiar Edgar de Queiroz contribui para o aumento da presença do brócolis de Itatiaiuçu no Mercado Livre do Produtor (MLP) da Ceasa de Contagem. Ele diz que prefere colocar o produto à venda no entreposto para atender a clientes fiéis, ainda que exista a possibilidade de fornecer também para as indústrias. Há dois anos começou a substituir o cultivo da couve-flor pela produção de brócolis Ninja, que agora se tornou sua atividade exclusiva.

“A hortaliça, também conhecida como cabeça única (porque apresenta um único ponto de saída para a flor), é fácil de preparar e pode ser congelamento sem sofrer alterações, aspectos que interessam muito aos consumidores”, acrescenta o agricultor. “Processado ou in natura, o produto tem valorização crescente.”

Situada num ponto elevado da propriedade, a lavoura de Queiroz dispõe de clima e água para a irrigação conforme a recomendação dos técnicos. Inicialmente, o agricultor plantou 3 mil pés em companhia do filho e de três irmãos, e desde as primeiras colheitas a mulher e uma filha de Queiroz cuidam da embalagem do produto. “No início de 2011 já contávamos com 100 mil pés, depois plantamos mais 40 mil”, acrescenta.

A produção deve continuar crescendo porque o Ninja tem boa procura e o preço pago ao produtor garante um retorno razoável mesmo em períodos de muita oferta, como o atual. “Estamos colocando brócolis na Ceasa por cotações entre R$ 6,00 e R$ 7,00 a bandeja, mas o preço já chegou a R$ 18,00 em períodos de chuva”, observa o produtor e diz que está prevendo a repetição desse cenário a partir de dezembro.

Agregar valor

“Embora a venda de brócolis para consumo in natura possibilite boa receita, os agricultores devem avaliar as vantagens de fornecer às indústrias”, recomenda o subsecretário de Agricultura Familiar da Seapa, Edmar Gadelha. Ele diz que os produtores devem se informar sobre a existência de processadoras principalmente na própria região e buscar a orientação da Emater local sobre a conveniência de vendas em grupo.

Além disso, é preciso ajustar o produto às exigências das empresas. Essas iniciativas, segundo o subsecretário, agregam valor à hortaliça. Gadelha ainda observa que os produtores podem optar pela venda direta de brócolis ao varejo (supermercados e sacolões), desde que utilizem as embalagens adequadas, além de atender a outras exigências. “Os agricultores podem se habilitar também ao fornecimento do produto para o programa de alimentação escolar, e em todos os casos a primeira providência é buscar informações no escritório da Emater no município”, finaliza.

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