ENTREVISTA

Busato: Setor quer mais de 3 anos para reverter Paraquate

Afirma Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão
Por: -Leonardo Gottems
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O Portal Agrolink entrevistou com exclusividade a Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e representante da Abrapa na Câmara Temática dos Insumos da Agropecuária (CTIA). Confira:

Agrolink – Foi correta a decisão da Anvisa de banir o Paraquate?

Júlio Cézar Busato – O paraquat ainda não foi banido. A Anvisa estabeleceu um prazo de três anos para que a indústria comprove, por meio de estudos científicos, que o herbicida não causa Mal de Parkinson e mutagenicidade. Não há lugar nenhum no mundo o produto foi banido. O Brasil seria o primeiro.

Agrolink – Existe algum movimento para fornecer novas evidências e reverter essa proibição no prazo de carência?

Júlio Cézar Busato – O que o setor reivindica é o prazo maior do que três anos para que as indústrias possam comprovar que não provoca Mal de Parkinson e mutagenicidade para quem manipula o produto.

Agrolink – O que o produtor deve fazer diante da falta do produto que já é sentida no mercado?

Júlio Cézar Busato – Como não está proibido, o produtor deve reivindicar a venda do herbicida junto ao fornecedor.

Agrolink – Que outras tecnologias são hoje essenciais para nossa agricultura tropical?

Júlio Cézar Busato – Dentre as tecnologias são as variedades com maior resistência maior a pragas e doenças e uma maior celeridade na liberação dos produtores agrícolas como os fungicidas. Muitas doenças fúngicas já adquiriram uma resistência aos produtores atualmente no mercado. E talvez no futuro, caso não haja uma liberação rápida para o mercado aumentando a eficiência no combate a doenças, a exemplo da ramulária, no algodão, e da ferrugem da soja. Enquanto no Brasil demora-se oito anos, em alguns países, o mesmo processo demora seis meses. Os agricultores precisam de tecnologia para minimizar os riscos e impactos na lavoura.

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