Cadeia de carnes que ampliar negócios com Brics

Agronegócio

Cadeia de carnes que ampliar negócios com Brics

As cadeias da avicultura e suinocultura querem ampliar a participação no mercado internacional
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Entidade que representa o setor vai aproveitar encontro para apresentar demandas aos países do bloco

As cadeias da avicultura e suinocultura querem aproveitar a próxima reunião da cúpula dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para ampliar a participação no mercado internacional.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa os dois setores, encaminhou ofício para o Ministério das Relações Exteriores e para a Presidência da República solicitando apoio nas negociações dos países durante o encontro, que ocorre na próxima semana, em Fortaleza (CE). Há demandas para todos os países do bloco, que envolvem abertura de mercados e mudança nas condições comerciais.

No caso da Rússia — a principal compradora da carne suína brasileira — a demanda é por estabilidade nas negociações, argumenta o presidente da ABPA, Francisco Turra. “No passado ocorreram restrições à carne brasileira sem justificativas muito claras”, contextualiza. Ele explica que isso desestimula a produção nacional, e limita a capacidade de oferta em momentos de aumento na demanda, como o que ocorre agora devido aos problemas da propagação da diarreia epidêmica suína (PEDv) nos Estados Unidos.

Para a China o objetivo é garantir ampliação nos negócios. A nação asiática já autorizou a compra de carne oriunda de 29 frigoríficos avícolas e 6 suínos, mas ainda não houve nenhuma aquisição.

Tarifação

A incidência de tarifas sobre a carne brasileira é o alvo dos pleitos junto à África do Sul e Índia. A ABPA indica que no caso indiano o maior impacto ocorre na avicultura, que é onerada em 35% para o frango inteiro e de 100% para cortes e processados. “É inviável fechar negócios fechar negócios com essa taxa. Isso só pode ser resolvido através da diplomacia”, aponta Turra. Há demanda semelhante para os sul-africanos, já que houve ajuste de 27% para 82% na tarifa de importação de frango inteiro oriundo do Brasil, fato que também limitou os negócios.

A entidade avalia que há potencial para forte incremento nas vendas nos quatro países que formam o bloco. Isso também favorece os dois setores no longo prazo, sinaliza Turra. “O objetivo, especialmente na suinocultura, é garantir que haja mais opções, sem que haja dependência de nenhum mercado.”
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