Caem subsídios da farinha argentina

MERCOSUL

Caem subsídios da farinha argentina

O governo argentino decidiu reduzir o chamado reintegro às exportações de 3% para 0,75%
Por: -Leonardo Gottems
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O governo argentino decidiu reduzir o chamado reintegro – um subsídio, ou reembolso às exportações de farinhas de trigo de 3% para 0,75%. De acordo com analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, isso afetará o plano de crescimento de vendas ao exterior do setor, que vinham em alta nos últimos anos. 

“Esse é o diagnóstico que o setor já está prevendo sobre o impacto da medida oficial. Entre 2015 e 2017 as exportações de farinha de trigo, medidas em toneladas de trigo, subiram de 663.800 tons para 996.746 t, um crescimento de 50%, segundo dados da Federação Argentina da Indústria Moageira (FAIM)”, diz Pacheco.
 
Os “reintegros” desse segmento foram colocados em janeiro de 2017. Para Diego Cifarelli, presidente da FAIM, essa medida possibilitou que, no ano passado, as vendas chegassem quase a um milhão de toneladas, estando previsto para este ano um salto de 20% a 30% que, agora, fica comprometido.

“Foi muito negativa esta redução. Para este ano estava prevista a possibilidade de exportar mais e conseguirmos o segundo lugar entre os exportadores mundiais” assinalou Cifarello. No ano passado, com 996.746 de toneladas, a Argentina foi a quarta colocada e tinha a chance de posicionar-se como segunda, se superasse o milhão de toneladas.

Segundo a entidade, o setor recebeu “reintegros” de US$ 8 milhões em 2017 para, em troca, proporciar para o fisco impostos ligados à atividade exportadora da ordem de US 54 milhões. “Multiplicamos por seis os ingressos para o Estado”, disse o diretor da FAIM, que acrescentou que o setor criou, com as exportações, 3.000 novos empregos diretos.

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