Café fecha agosto com maior preço desde maio 2005 em SP
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Agronegócio

Café fecha agosto com maior preço desde maio 2005 em SP

Em 2010 as cotações estão crescentes no embalo dos futuros na bolsa de Nova York
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SÃO PAULO (Reuters) - O café negociado em São Paulo fechou o mês de agosto com um preço médio de 313,93 reais por saca de 60 kg, o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde maio de 2005, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Há cinco anos, quando o Brasil estava passando por um período de baixa do ciclo bianual do café arábica, a safra nacional sofreu com problemas climáticos, o que elevou os preços. Em maio de 2005, o melhor preço médio mensal até então, o Cepea apurou 324,55 reais por saca.

Em 2010 as cotações estão crescentes no embalo dos futuros na bolsa de Nova York, que atingiram recentemente o maior patamar em mais de 13 anos, com o mercado repercutindo entre outras coisas uma baixa oferta de grãos de alta qualidade da Colômbia.

"Os temores quanto à próxima safra brasileira, bem como à temporada atual (2010/11) de outros países produtores, estão sustentando os preços nacionais e internacionais do arábica. A Colômbia, por exemplo, pode novamente não atingir seu potencial produtivo devido à incidência de fungos nos cafezais", observou o Cepea em nota divulgada na sexta-feira (10).

Segundo produtores colombianos, a ocorrência de fortes chuvas pode dificultar a recuperação da safra colombiana.

O Brasil está no final da colheita de uma grande safra em 2010/11, mas as ofertas ainda estão limitadas, segundo o Cepea, o que também colabora para a sustentação dos preços internos.

"A colheita do arábica está adiantada na maioria das regiões brasileiras. Apesar disso, a oferta do grão não aumentou no mercado interno. Isso porque produtores têm vendido de maneira lenta, no aguardo de preços ainda mais altos."

Em nota, o Cepea acrescentou que muitos produtores já fecharam contratos para entrega de lotes nos próximos meses, "reduzindo a disponibilidade no mercado".

"Segundo colaboradores do Cepea, parte dos produtores está preferindo colocar à venda primeiro os lotes de menor qualidade, já que até mesmo estes estão conseguindo preços elevados. Os cafés com maior qualidade foram reservados para o cumprimento de vendas futuras e para situações de preços ainda maiores."

A maioria das regiões do Brasil tem menos de 10 por cento da safra para ser colhida, segundo o Cepea, que observou que até outubro os trabalhos terão sido encerrados. 


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