Agronegócio

Cafeicultores qualificam funcionários na Colhedora de Café de Arrasto

É chegado o período da colheita do café.
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É chegado o período da colheita do café. E quando o assunto está relacionado aos grãos de uma das bebidas mais queridas do mundo, a palavra que enche de entusiasmo o produtor é “certificação”.

Com o mercado cada vez mais exigente, o produtor compreendeu que só atenderá os anseios do consumidor se tiver o melhor café e isso só será possível qualificando os funcionários. É aí que entra o Senar Minas.

No estado, a colheita manual está dando espaço à mecanizada e tem muito produtor investindo no futuro. O cálculo é o seguinte: a colheita mecanizada dá uma diferença de 50% no preço da colheita manual, ou seja, ao comprar uma colhedora de arrasto o produtor pagará o investimento feito na aquisição da máquina com os benefícios e economia que ela proporciona.

Mas, se não qualificar o operador, a aquisição do maquinário será em vão. O exemplo aconteceu em Perdizes, onde o curso de Trabalhador da Mecanização Agrícola - Colhedora de Café de Arrasto - Operação de Colheita foi realizado com 10 participantes.

“Neste curso observamos uma ineficiência na máquina usada e ao fazermos a regulagem na colhedora otimizamos o processo em 70%, ou seja, um simples ajuste vai render ao produtor mais da metade do que ele já vem produzindo. Ele estava colhendo 400 m da lavoura de café por hora e, após a correção, irá colher 1000 m por hora, isso significa até mil reais a mais de lucro por hectare”, explica Caio César Xavier Carvalho, instrutor do curso.

Ele também comenta que quem planta e colhe café espera produzir por longos anos e o cafeicultor tem que compreender que a máquina não é feita para ter 100% de eficiência: “A regulagem da máquina é feita pelo operador. Quando o responsável não sabe operar a colhedora, ele vai prejudicar a planta e trazer grandes danos ao pé de café. Para se restabelecer a planta demorará cerca de três anos, ou seja, serão algumas colheitas ineficientes e menos produtivas.” afirma Caio. Essas são mudanças conceituais que trazem mais benefícios ao setor produtivo.

“Neste curso trabalhamos para reunir os funcionários de algumas propriedades de Perdizes. Sabemos o quanto a Certificação do Café é importante e para ajudar os produtores do município o Sindicato Rural tem se empenhado em trazer as capacitações que agregam mais valor ao que é produzido aqui. Já que isso vai modificar a vida de quem trabalha na cafeicultura, cumprimos o nosso papel.”, enfatiza o mobilizador do Sindicato Gleiton Robson.

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