Calamidade em Itajaí com o porto parado

Agronegócio

Calamidade em Itajaí com o porto parado

Problema é o crescimento do desemprego e da inadimplência
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Pela primeira vez em nove anos, Itajaí demite mais do que gera empregos com carteira assinada. De dezembro do ano passado a junho de 2009, foram 765 demissões a mais do que no mesmo período de 2008. No comércio, a inadimplência cresceu cerca de 27% neste primeiro semestre. Um dos grandes responsáveis por essa situação ruim na economia local é o reflexo da paralisação do porto da cidade, afetado pelas chuvas do fim de 2008.

De acordo com a direção comercial do porto, a arrecadação de Itajaí com os serviços portuários operacionais, no primeiro semestre deste ano, caiu cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado. A geração de riqueza com a atividade caiu de R$ 119 milhões para R$ 47 milhões, no mesmo período.

Enquanto na margem do rio Itajaí-açu os navios não voltam, mesmo com a recuperação parcial do que a enchente não levou, na casa alugada no bairro Cidade Nova, onde o transportador autônomo de contêineres José Ivo Germano, 53 anos, vive com a família, falta o básico para sobreviver.

“A gente tem passado necessidade. Nós e a família da maioria dos autônomos. As minhas contas atrasaram e o caminhão está na oficina há três meses. Arrumei um emprestado, mas não tem serviço no porto”, lamenta Germano.

A situação levou o autônomo a integrar um cadastro de 400 motoristas que vivem a mesma calamidade, desde novembro. Enquanto metade dos caminhões enferruja nos pátios por falta de cargas, o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Itajaí e Região (Sintracon) bate à porta de autoridades do Estado com o cadastro dos necessitados em mãos, em busca de cestas básicas.

Outros 600 transportadores que integram a categoria na cidade se revezam nas viagens com destino principalmente ao porto de Navegantes, onde a movimentação já se normalizou.

“As dificuldades são muito sérias, porque os motoristas que encostaram o caminhão não conseguem nem virar empregados em outros setores”, explica o presidente do sindicato, Ademir de Jesus.

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