Câmara fria promete abrir novos mercados
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Agronegócio

Câmara fria promete abrir novos mercados

Os 15 produtores da Associação de Fruticultores do Faxinal I estão ansiosos para a compra de uma câmara fria com capacidade de armazenar 5 mil caixas dos frutos
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Os 15 produtores da Associação de Fruticultores do Faxinal I estão ansiosos para a compra de uma câmara fria com capacidade de armazenar 5 mil caixas dos frutos. A prefeitura da Lapa, por meio de emendas parlamentares e projetos, tenta viabilizar os R$ 150 mil necessários para o negócio. Hoje, sem essa possibilidade, após a coleta, o produto é enviado imediatamente para Curitiba, o que resulta em preços baixos e perdas consideráveis. É preciso colher o pêssego com a casca ainda verde para que o fruto esteja em bom estado nos supermecados.


“Sabemos que a compra da câmara fria voltaria a estimular os produtores que pensam em parar e até mesmo atrair novos fruticultores. O município tem potencial para triplicar a produção”, diz Paulino Schimalski, diretor do Departamento de Agricultura da Lapa. “Será um divisor de águas para nós”, complementa o presidente da Associação,Tadeu Staba­ch. Segundo a Ceasa, o Paraná chega a importar 8 mil quilos de frutas de caroço ao ano, o equivalente à produção da Lapa.

Com a possibilidade de armazenar os frutos, as opções de compradores seriam ampliadas, inclusive em estados mais distantes como Rio de Janeiro e Espírito Santos, on­­de não há produção de frutos de ca­­roço. Além disso, os produtores po­­deriam reunir suas colheitas e vender os frutos em grande quantidade, baixando os custos.


Outro diferencial seria o preço pago pelo produto. Hoje, em mé­­dia, os fruticultores têm recebido R$ 0,50/kg do pêssego e R$ 0,70/kg da ameixa, valores que podem triplicar se o produto lapeano pudesse chegar mais longe. No caso da nec­­tarina, em razão da grande ofer­­ta na capital, não há um preço de­­finido. “Hoje, mandamos para não perder o produto e recebemos o que quiserem pagar na hora. Com a câmara, poderemos mandar mais longe e conseguir até R$ 2/kg”, conta Stabach.

No plano da Associação de Fruticultores, também consta a construção de uma cozinha para industrializar os frutos maduros, amassados ou pequenos, que não têm mercado na forma in natura. Parte da produção poderá se transformar em sucos, polpas, geleias e compotas.

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