Câmara Setorial pode ajudar a redesenhar o setor sucroenergético em Alagoas

Agronegócio

Câmara Setorial pode ajudar a redesenhar o setor sucroenergético em Alagoas

A safra de cana mal começou e a ameaça de uma baixa produtividade só faz aumentar o medo dos diversos segmentos.
Por:
295 acessos

A safra de cana mal começou e a ameaça de uma baixa produtividade só faz aumentar o medo dos diversos segmentos que compõem o carro chefe da economia do Estado. E o governo,  em alerta, se adianta e corre para assumir o papel de moderador numa " guerra de foices" entre usineiros e fornecedores. E , para isso, anuncia que nos próximos dias o governador Renan Filho ( PMDB/AL) deverá assinar o decreto de instalação da câmara setorial da cana-de-açúcar.

Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, a assinatura representa o primeiro passo para o início de um processo de harmonização, entendimento e retomada do desenvolvimento de todas as cadeias produtivas do setor.  " A câmara setorial - que funcionará como um foro consultor -  vai ter como identificar todas as oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Ela também funcionará como uma importante ferramenta de negociação", complementou.

Com apenas 6 das 19 usinas honrando os pagamentos juntos aos plantadores de cana, o débito já acumula uma cifra que pode ultrapassar os R$ 250 milhões. Isso se nada for feito, em caráter emergencial, para evitar um estrago ainda maior. " Já são três safras acumulando prejuízos e sofrendo com o baque dessa crise", lamenta Antônio Rosário, o agrônomo e diretor técnico da Asplana.

Esse coro é reforçado por todos os representantes da categoria. Muitos, inclusive, já foram forçados a diminuir a produção. O presidente da associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Edgar Antunes Filho, diz que a categoria composta de 7.500 associados já não aguenta mais com o peso dessa situação. " Já passou do limite", desabafa.

Num tom apaziguador, o secretário Álvaro Vasconcelos acredita que a câmara setorial vai trazer de volta o  equilíbrio e, consequentemente, a geração de emprego e renda. Mas, ele alerta, é preciso que todos os integrantes que compõem esse foro consultor estejam focados em interesses comuns e dispostos ao diálogo. " Dado esse passo, a gente poderá redesenhar o setor e trazer de volta os benefícios atingidos pela crise.", concluiu.
 

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink