Agricultura

Camil vai abrir fábrica em Suape

Empresa comprou a planta da Alcan, que estava desatiavda
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O Complexo Industrial e Portuário de Suape deve ganhar um novo empreendimento industrial nos próximos meses. É que a Camil, do Rio Grande do Sul, comprou a planta desativada da fábrica de embalagens Alcan com a intenção de beneficiar feijão, arroz e açúcar no Litoral Sul de Pernambuco. E as obras que vão viabilizar a produção estão previstas para começar ainda neste ano, segundo a administração de Suape.

“A Camil adquiriu a área instalada da antiga fábrica e, em dezembro, pretende iniciar a obra de adaptação da planta", adiantou o presidente de Suape, Marcos Baptista. Ele contou ainda que, como a unidade industrial já está construída, a Camil precisa investir apenas em equipamentos e ajustes. Logo, as obras não serão demoradas. "A expectativa é começar a produção já em junho de 2018", contou Baptista, acrescentando que a Camil deve investir R$ 20 milhões e gerar 150 empregos nesta fase de adaptação da fábrica.

Na operação, a expectativa é gerar 110 empregos diretos e 300 indiretos. "É mais uma empresa que se incorpora ao polo de alimentos e bebidas de Suape", concluiu Marcos Baptista. Além do CD da Coca-Cola, o complexo industrial também conta com empreendimentos da Arcos, Bunge, Pepsico Brasil e Urbano Argo Industrial, conhecida por produzir o arroz Tio João.

A reportagem apurou também que a negociação entre a Camil e a Alcan envolve um terreno de 3,72 hectares que fica próximo ao Centro de Distribuição da Coca-Cola e foi concluída neste ano por aproximadamente R$ 2 milhões. Agora, o que está em negociação é uma taxa que a empresa deve pagar ao porto pernambucano. Por isso, a Camil preferiu não dar detalhes do negócio no momento. Por meio da assessoria de imprensa, a companhia confirmou que o projeto está em desenvolvimento. 

Combustíveis

Apesar de a Petrobras ainda não ter data definida para iniciar as obras do segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, o polo de combustíveis de Suape também está em expansão. Afinal, sem a refinaria e outros empreendimentos, o Brasil precisa importar combustível importado para cobrir o déficit nacional de refino. E, ao chegar no País, esse combustível precisa ser armazenado. Por isso, três distribuidoras estão construindo novos tanques em Suape. Só a Decal vai investir R$ 300 milhões na ampliação da tancagem. Tequimar e Pandenor também têm planos de expansão.

Procurada pela reportagem, a Petrobras disse que ainda busca parcerias para dar andamento a essa obra. Por enquanto, a companhia trabalha na conclusão da Unidade de Abatimento de Emissões (Snox), que deve permitir a operação integral do trem 1 de refino da Refinaria de Abreu e Lima. A expectativa é que a obra seja concluída em junho de 2018.
 

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