Caminho para maior produtividade nos canaviais pode passar por uso de fungicida

Produtividade

Caminho para maior produtividade nos canaviais pode passar por uso de fungicida

Resultados de fungicida demonstram que a utilização do produto eleva a produtividade e a qualidade dos canaviais
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Uma cana-de-açúcar mais saudável é, também, uma cana-de-açúcar mais rentável. Afinal, uma planta mais alta, com um maior número de colmos, com uma quantidade maior de açúcar recuperável e em um canavial de rendimento agrícola superior representa uma quantidade maior de produto dentro de uma mesma área e, portanto, uma redução dos custos unitários.

Uma opção encontrada pelo setor para obter melhorias nos resultados agrícolas é o uso de variedades selecionadas, que apresentam resistência a doenças e são adaptadas para diferentes tipos de terrenos. Entretanto, no começo dos anos 2010, produtores de várias regiões canavieiras e, principalmente, do triângulo mineiro esbarraram em uma dificuldade. A ferrugem alaranjada passou a infectar de maneira agressiva as variedades susceptíveis, inclusive a SP 81-3250, presente em grande quantidade na região Centro-Sul.

Para lidar com esse problema, conforme relata o gerente de desenvolvimento de mercado para cana-de-açúcar da BASF, André Mattiello, os produtores optaram pela aplicação do fungicida Opera sob o acompanhamento da equipe da BASF. Segundo a empresa, além do controle fúngico, a solução traria ganhos adicionais em produtividade.

“Demonstramos e eles notaram que o produto entregava mais produtividade do que eles tinham, seja em canaviais com ou sem a doença”, relata Mattiello, que continua: “As variedades susceptíveis estão diminuindo e, até hoje, o local que mais usa Opera em cana-de-açúcar no Brasil é o triângulo mineiro”.

De acordo com o gerente, os produtores optaram por continuar aplicando o produto para aproveitar os ganhos de produtividade registrados. “Hoje, todas as usinas do triângulo mineiro se unem para que todos os fornecedores de cana usem o produto. Assim, eles têm uma matéria-prima de maior qualidade”.

Contabilizando resultados

Mattiello complementa que a utilização e os benefícios do produto, contudo, não se restringe a região Centro-Sul, mas se espalha por todo o país. Em Arês (RN), a BASF realizou o acompanhamento do tratamento da variedade de cana RB92579, em segundo corte.

Segundo os números apresentados, as plantas que receberam duas aplicações do Opera produziram, em média, 164,69 kg de ATR por tonelada – 7,96 kg acima das demais. Além disso, a produtividade agrícola na área com o produto foi de 72,48 t/ha, um valor 9% superior às 66,49 t/ha registradas onde não houve aplicação. Com isso, o ganho do Opera ficou 6,51 TCH acima do resultado que uma amostra sem aplicação desenvolveu no mesmo período.

Com esses ganhos de TCH e ATR, a BASF calculou que foi possível a produção adicional de mais de 1,5 mil kg de açúcar, o equivalente a 30 sacas de 50 kg. Considerando o preço do açúcar em Recife (PE) em dezembro de 2017, isso significa um ganho financeiro adicional de R$ 1.920 por hectare.

Maior ainda foi o resultado em Camutanga (PE), com a variedade RB93509, também em segundo corte.

Nesse caso, o ganho de produtividade, do ponto zero até a colheita, foi de 14,15 t/ha para a área sem aplicação e de 22,93 t/ha para a área que recebeu o Opera. Assim, houve um incremento total de 8,78 TCH com a utilização do fungicida. Com o ATR chegando a 144,2 kg/t (+4.9%), o resultado foi um adicional de açúcar por hectare que somou 1,79 mil kg – o equivalente a uma receita de R$ 2.240/ha.

Analisando o quadro geral pelo Brasil, Mattiello ainda cita que, de todo o volume aplicado em 2017, 120 áreas livres de doenças utilizaram o Opera e foram acompanhadas pela BASF. De acordo com ele, as aplicações foram realizadas para ganho de produtividade e, com duas aplicações do produto, geraram um aumento médio de 12,7 t/ha no rendimento agrícola dos canaviais.

“O Opera não é um custo, mas um investimento, pois ele tem um retorno econômico garantido, aliado à proteção fúngica”, garante o gerente de desenvolvimento de mercado. Ele calcula um retorno econômico médio de R$ 1.800 por hectare – isso sem contabilizar a utilização do bagaço adicional para a geração de energia elétrica.

Conforme Mattiello, o Opera apresenta resultados semelhantes em qualquer parte do país e não possui contraindicações.

Uma trajetória de descobertas

A história do Opera, no entanto, começou muito antes de sua aplicação nos canaviais e da utilização pelos produtores do triângulo mineiro. Lançado em 2003 para a cultura de soja, o produto se apresentava como uma opção inovadora por ser o primeiro a contar com a ação dupla de dois fungicidas na mistura. O registro para o combate à ferrugem alaranjada nos canaviais veio apenas nove anos depois, em 2012.

Mattiello conta que a necessidade surgiu justamente com variedades susceptíveis à doença, principalmente a SP81-3250, que costumava ser uma das mais plantadas no Centro-Sul brasileiro. A BASF, então, registrou o Opera em tempo recorde para atender à demanda para o controle de doenças em cana-de-açúcar. Antes disso, contudo, os trabalhos com Opera para controle fúngico e ganhos de produtividade em cana já estavam acontecendo desde 2009.

“Sabíamos que o uso que a cana tinha uma melhora muito clara e evidente de produtividade”, lembra Mattiello. “Os usuários chegavam para nós e diziam: ‘Além de controlar doenças, o Opera está me dando mais produtividade, diferente de todos os concorrentes’”.

De acordo com ele, a cana ficava mais verde, maior e mais vigorosa. Consequentemente, a colheita das áreas onde o fungicida foi aplicado demonstrava que o produto entregava mais produtividade em relação às áreas sem o tratamento. “Então, desenvolveu-se um posicionamento específico para ganhos de produtividade. A BASF colocou todo o time de desenvolvimento técnico de mercado para trabalhar nisso, com aplicações com áreas testemunhas versus áreas tratadas”.

De acordo com Mattiello, foram anos de pesquisa e acompanhamento para que a empresa chegasse ao nível de assertividade desejado – inclusive a ponto de poder oferecer um contrato de garantia de produtividade. A confiança da empresa no produto é tanta, ainda segundo ele, que a BASF já chegou até mesmo a firmar contratos com alguns de seus clientes que garantiam a devolução do dinheiro investido caso os resultados não atendessem às expectativas.

Entendendo os efeitos positivos

De acordo com informações oficiais da BASF, o controle fúngico é capaz de proteger todas as partes da planta. A companhia, inclusive, possui uma marca mundial relacionada a efeitos fisiológicos positivos, a AgCelence, utilizada para apresentar os benefícios da aplicação de fungicidas à base da molécula F500, como é o caso do Opera.

Entre os efeitos fisiológicos positivos mencionados, a BASF cita:
- Diminuição da respiração vegetal, evitando degradação;

- Aumento da atividade de nitrato redutase, ajudando na assimilação de nitrogênio pelas plantas;

- Redução de etileno, que causa o amadurecimento precoce;

- Aumento de hormônios de crescimento;

- Elevação da atividade de enzimas antioxidantes.

Segundo Mattiello, o Opera afeta a cana-de-açúcar em um nível hormonal. “A diminuição do etileno aumenta drasticamente os hormônios de crescimento da planta. Isso promove um aumento de TCH e, também, do sistema vegetativo e da biomassa do canavial”, explica. Os dados da BASF mostraram que o produto eleva a atividade enzimática e a planta aproveita melhor o nitrogêgio disponível. “O benefício mais importante é uma fotossíntese líquida maior, o que significa mais produtividade”.

Em resumo, ele afirma que a cana-de-açúcar passa a ter folhas verdes por mais tempo e, consequentemente, há uma melhora na absorção de nutrientes, gerando também uma maior resistência ao stress. “Com isso, ela vai naturalmente liberar seu potencial produtivo e terá um ganho de TCH e um ganho de TAH”, completa.

Essa possibilidade de aumentar a produtividade com o uso de fungicidas, no entanto, é exclusiva dos fungicidas da BASF. “Nenhum outro produto faz isso no mercado”, garante Mattiello.

O gerente, inclusive, menciona o fungicida Comet, também da BASF, que possui esses mesmos efeitos. De acordo com ele, esse segundo produto é direcionado para o controle de doenças com aplicação no sulco de plantio, com benefícios adicionais de promover um maior enraizamento, uma brotação mais vigorosa e um arranque mais rápido da cultura. “A definição do estande é mais rápida, com um menor número de falhas”, cita e continua: “Com Comet, a expressão dos benefícios AgCelence é tão evidenciada que ele é recomendado inclusive para manejo de áreas com infestação de nematóides, permitindo um ganho econômico pelo não uso de nematicidas específicos”. O Opera, em contrapartida, é utilizado um pouco antes da colheita da cana-de-açúcar, em aplicação foliar.

“Nós temos a convicção de que, hoje, o maior uso de fungicida para controle de doenças acontece nos sulcos e não nas aplicações foliares”, relata. “Nas aplicações foliares, onde não tem doença, o fungicida é usado para ganho de produtividade. Então, esse é o nosso maior posicionamento e a nossa maior fonte de demanda do produto este ano para o mercado de cana-de-açúcar. É ganho de produtividade”, conclui.

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