Caminhoneiros fecham rodovia em MT e fila chega a 40 km
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Agronegócio

Caminhoneiros fecham rodovia em MT e fila chega a 40 km

Motorista pedem melhorias nos terminais da Ferronorte e agilidade no serviço de descarga. Pela ferrovia são transportados parte da safra de grãos
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Motorista pedem melhorias nos terminais da Ferronorte e agilidade no serviço de descarga. Pela ferrovia são transportados parte da safra de grãos
Mais de 1,5 mil caminhoneiros fazem um protesto no terminal ferroviário do município de Alto Taquari, localizado a 509 km ao sul de Cuiabá. Os manifestantes pedem melhores condições de trabalho na estação de descarga. A mobilização começou nessa quinta-feira (16) e não tem previsão de encerramento.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a fila na BR-364 no meio da manhã já havia alcançado mais de 40 quilômetros no sentido Cuiabá-Alto Garças. A pista está interditada nos dois sentidos para todo tipo de veículo.

O terminal é responsável por escoar a produção de grãos do estado até o porto de Santos, em São Paulo. Na região ainda existe mais pontos de descarga, um em Alto araguaia e outro em Itiquira. O funcionamento da ferronorte é de 24 horas.

De acordo com o assessor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Rondonópolis, Silvio Nascimento, o que os motoristas querem é mais agilidade no descarregamento das cargas.

"A nossa reivindicação começou porque desde a terça-feira não havia vagões e somente ontem isso foi normalizado. Mas também estamos brigamos por outras causas trabalhistas", informou ao Agrodebate.

Um dos itens da pauta é a falta de estrutura no terminal para o atendimento aos trabalhadores. "No local onde fica o restaurante tem um esgoto a céu aberto. Devido à espera para descarregar, pedimos também o pagamento da estadia dos motoristas para que possam descansar enquanto aguardam o descarregamento".

Em nota, a América Latina Logística (ALL), responsável pelo terminal, disse que vem ampliando suas operações nos terminais do estado e aumentou a capacidade de 400 para mais de 1.300 caminhões descarregados por dia, incluindo a nova operação no terminal da Cargill. Quanto aos outros ajustes, como as diárias, a ALL disse que as negociações competem ao próprio sindicato da categoria e às tradings que contratam o transporte rodoviário.

"Nós só vamos acabar com o protesto após a ALL nos dar um posicionamento", afirmou Nascimento.

A empresa reforçou que que está com vagões disponíveis e com o sistema de descarga à disposição com quatro tombadores e com os armazéns preparados para receber os produtos assim que a categoria optar por suspender a paralisação.

Hoje à tarde deve ser realizada em Rondonópolis uma audiência entre a empresa, representantes dos trabalhadores e Ministério Público do Trabalho (MPT) para tentar por fim ao impasse.

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