Campo Verde sediou o 2º Workshop de Influenza Aviária de Mato Grosso

Agronegócio

Campo Verde sediou o 2º Workshop de Influenza Aviária de Mato Grosso

O 2º Workshop sobre Influenza Aviária realizado pela Famato em parceria com a ABPA movimentou o setor avícola de Campo Verde.
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O 2º Workshop sobre Influenza Aviária realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), nessa quarta-feira (28/09), movimentou o setor avícola de Campo Verde. No município são 88 granjas, responsáveis pelo abate de 150 mil frangos por dia, são mais de seis mil toneladas de carne de frango por mês, além disso, Campo Verde ainda conta com três granjas de postura independente que produzem 40 milhões de ovos/mês.
 
A realização do Workshop tem por objetivo a conscientização do produtor quanto à importância da prevenção através da biosseguridade. Ao lado de especialistas e técnicos do setor avícola a meta da Famato e ABPA é estabelecer condições que preservem o status sanitário do Brasil de 2º maior produtor mundial de carne de frango, com 13,6 milhões de toneladas de carne produzida em 2015. O que gera cerca de quatro milhões de empregos diretos e indiretos. Durante o evento os representantes da cadeia produtiva de Campo Verde compartilharam experiências de prevenção e monitoramento da doença.
 
O médico veterinário e analista de pecuária da Famato, Marcos de Carvalho disse que a discussão é válida e de grande importância para alertar os profissionais dos setores públicos e privados sobre os riscos de introdução da doença no Brasil, o que, inapelavelmente, traria danos imensuráveis para a indústria avícola. ?A estratégia premissa para impedir que a Influenza Aviária entre nas granjas comerciais continua sendo a educação, biosseguridade e monitoramento das aves migratórias?, alertou Carvalho.
 
O diretor técnico da ABPA, Ariel Mendes alertou para os impactos econômicos causados pela doença. Fechamento de mercados externos; redução da produção; prejuízos imediatos para os produtores devido à falta de alojamento de aves no curto e médio prazo; transtornos logísticos para armazenar a produção; a falta de capacidade de estocagem, quebra das indústrias e a perda de parceiros comerciais. ?Esses impactos geram bastantes discussões entre especialistas, estudiosos, produtores e autoridades em países afetados pela doença?, disse.
 
Segundo Mendes, mesmo com a preocupação com as doenças de emergências sanitárias ainda há perspectivas para a expansão da produção da carne de frango. ?Estimamos para os próximos anos o aumento populacional e com isso o aumento do consumo da carne, levando em consideração a urbanização, aumento da renda e aumento do valor da carne bovina. Com o aumento da carne bovina a tendência é que as pessoas optem pela carne de frango. No Brasil o consumo percapta de carne de frango é maior que a carne bovina?, contabilizou o diretor técnico da ABPA.
 
A médica veterinária do Serviço de Saúde Animal da Superintendência Federal da Agricultura de Mato Grosso, Reini Braga Moreira levantou a discussão registro, fiscalização e controle de estabelecimentos avícolas de reprodução e comercial.
 
Reini destacou o Brasil, que é o maior exportador global de carne frango ainda livre da doença, com grande potencial para ampliar suas exportações, desde que mantenha a qualidade sanitária na produção de frango. Ela considera que o momento seja de prevenção na produção, pois o mercado ainda enfrenta reflexos da queda no consumo, devido à contaminação em outros países, o avicultor e a indústria devem intensificar o controle e a prevenção da Influenza Aviária. 
 
Dados da avicultura brasileira foram apresentados pela médica veterinária e coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Caroline Lemes Bourscheid. A veterinária destacou as ações do órgão e a importância da notificação imediata em casos de mortalidade de aves e sinais de doenças infecciosas.
 
Um exemplo de ação recente do Indea-MT foi  no município de Nova Marilândia, em julho de 2016, após notificação de mortalidade em uma propriedade, que apresentou nas aves sinais clínicos respiratórios e nervosos. O Indea-MT realizou as coletas e enviou para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Campinas, em São Paulo, para diagnóstico, onde foi detectado o vírus da laringotraqueíte. Um levantamento epidemiológico foi feito na região para avaliar a circulação do vírus em 30 granjas, em um raio de três quilômetros da propriedade onde o caso foi registrado. Técnicos do órgão ficam responsáveis pelo acompanhamento da propriedade até que o controle sanitário seja concluído.
 
O consultor técnico corporativo da Brasil Foods, Marcos Antonio Dai Prá falou sobre a visão da indústria avícola e o controle de Salmonella em Mato Grosso. Dai Prá explicou que Salmonella é uma das causas primárias de intoxicações alimentares no mundo. Os surtos tem sido associados com o consumo de produtos avícolas crus e contaminados.
 
O objetivo do controle é disponibilizar alimentos livres de Salmonella aos consumidores finais. Prá destacou alguns aspectos da infecção nas aves, e a utilização de produtos como a cal virgem numa aplicação de 600 g/m2 na cama de frango, antes do alojamento das aves, utilizados para desinfecção do barracão.

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