Campos elétricos aplicados à indústria alimentícia?
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Imagem: Pixabay
TECNOLOGIA

Campos elétricos aplicados à indústria alimentícia? 

Nesse cenário, 4 startups argentinas que prometem revolucionar a indústria de alimentos apresentaram seus projetos
Por: -Leonardo Gottems

Diante de um planeta que atingirá uma população de 10.000 milhões de habitantes nos próximos 30 anos, que exigirá 70% mais proteínas, e com restrições à superfície cultivável e a necessidade de respeitar os ecossistemas mais do que nunca, a inovação em a comida se tornará crítica. Ao mesmo tempo, durante a pandemia, ficou claro que os consumidores demonstram um interesse crescente em saber como e com que são preparados os alimentos que consomem, exigem alimentos cada vez mais saudáveis e sustentáveis e demonstram uma forte preocupação com o bem-estar animal. 

Nesse cenário, 4 startups argentinas que prometem revolucionar a indústria de alimentos apresentaram seus projetos. Neste relatório vamos descrever a empresa Einsted, que aplica o potencial dos campos elétricos à engenharia de alimentos. Atilio Grimani, seu fundador, disse que “estamos desenvolvendo um bioeletroprocessador que nos permitirá oferecer soluções aos problemas da indústria em escala global, mas com uma abordagem totalmente nova”. 

Atualmente, a empresa trabalha em duas linhas de desenvolvimento. A primeira é a esterilização não térmica, pela qual já conseguiram inativar enzimas ou destruir organismos patogênicos sem elevar a temperatura dos alimentos. Os bons resultados obtidos levaram-nos a patentear esta tecnologia em conjunto com o Conicet e esperam dar o salto para a escala comercial nos próximos meses. 

Grimani acrescentou que estão realizando dois subdesenvolvimentos. A primeira consiste na obtenção da alulose, substituto natural da frutose que mantém todas as suas características de adoçante, mas com 90% menos calorias. O segundo é aplicar tecnologia para obter certas modificações no amido. 

“O amido está presente em muitos alimentos processados, mas para atender aos processos industriais ele precisa ser modificado. Há alguns meses começamos os testes e experiências com amido e estamos obtendo resultados muito promissores, onde aceleramos o processo de reação em até 6 vezes”, conclui. 


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