Campos Gerais (PR) perde 8 mil toneladas de feijão com a chuva
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Agronegócio

Campos Gerais (PR) perde 8 mil toneladas de feijão com a chuva

Mesmo assim, produção será maior que a da safra passada por causa do aumento da área de plantio
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Animados com o preço do feijão no mercado agrícola em 2005, produtores dos Campos Gerais (PR) decidiram aumentar a área de plantio no ano passado. A idéia de colher mais se confirmará, apesar das chuvas dos meses de dezembro e janeiro, porém o lucro é que deverá ser menor. A informação foi confirmada nessa quinta-feira (01-02) pelo Departamento de Economia Rural do núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com José Roberto Tosato, agrônomo do Deral, as chuvas trouxeram perdas para diversas propriedades rurais da região. “Os pequenos produtores fazem a colheita manual. Além de ser um processo mais demorado, eles arrancam o pé do feijão e amontoam nos barracões. Este feijão foi coberto com lonas e apodreceu por causa das chuvas”, diz ao estimar que dos 61,5 mil hectares plantados nesta safra cerca de 5 mil hectares foram perdidos. “Isto até agora. Se chover mais teremos novas perdas”, fala. O plantio em 2005 foi feito em 54 mil hectares.

Para ele, hoje os maiores prejuízos são registrados em Reserva (maior produtor da região) e Ivaí, justamente onde se localizam os pequenos agricultores. No início do plantio, quando se apostava em dias quentes e com chuvas espaçadas e moderadas, a previsão era colher em torno de 98 mil toneladas. “Com as chuvas se perderam 8 mil toneladas” , diz. Como 82 mil toneladas estão colhidas outras 8 mil toneladas deverão ser retiradas do campo antes da segunda quinzena deste mês. “Descontando o prejuízo teremos uma safra de 90 mil toneladas”, explica. No ano passado, os Campos Gerais colheram 86 mil toneladas.

Neste momento, a atenção se divide na meteorologia e na cotação. Os preços que os produtores estão recebendo, conforme o agrônomo, cobrem apenas o custo de produção das lavouras. A saca de 60 quilos do feijão de cor varia de R$ 35 a R$ 45 (depende da qualidade) e o preto de R$ 30 a R$ 38. “O custo de produção de uma saca é de R$ 45”, atenta Tosato.

Os médios e grandes agricultores não estão registrando perdas significativas com as chuvas em função da colheita mecanizada. “O serviço é bem mais rápido. Em um ou dois dias todo o feijão é colhido”, explica.


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