Cana-de-açucar deve trazer mudança geopolítica para o mundo
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Agronegócio

Cana-de-açucar deve trazer mudança geopolítica para o mundo

Conclusão foi apontada por Roberto Rodrigues durante o 2º Congresso de Tecnologia na Cadeia Produtiva de Cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul
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A agricultura resolve cinco dos dez maiores problemas para a humanidade nos próximos 50 anos. A frase é do ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, na palestra “O Futuro do Brasil nas mãos da agroenergia”, realizada no sábado, durante o 2º Congresso de Tecnologia na Cadeia Produtiva de Cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul (Canasul). “A agricultura resolve as questões de energia, água, alimentos, meio ambiente e pobreza. Quanto aos problemas de educação, democracia, população, doenças e terrorismo & guerra”, comentou.

A agricultura também trará crescimento para países em desenvolvimento. “Os países pobres terão chances de crescimento e a cana-de-açúcar trará uma mudança geopolítica para o mundo. Os locais propícios para a plantação da cana estão justamente entre os trópicos, onde estão países pobres”, destacou o ex-ministro.

Alimentos X Agroenergia

Rodrigues comentou também sobre a polêmica em torno da falta de alimentos. Ele esclareceu que hoje os aumentos subiram de preço justamente pela explosão do consumo e não pelo plantio da cana-de-açúcar. “As populações pobres estão se estabilizando e crescendo, com isso pode-se alimentar melhor”.

Construção do mercado para etanol

Através da FGV, Rodrigues traçou um planejamento para a construção de um mercado para o etanol. A necessidade de ter mais países produzindo cana é benéfica para o Brasil. Rodrigues defende que outros países não querem ser dependentes de um único local. “Com mais países produzindo, mais fácil é do etanol ser uma commoditie. O Brasil precisa vender tecnologia da produção”, informou.

Ele aposta também na mistura compulsória do álcool. Segundo ele, o Proalcool só prosperou porque o governo Federal impôs a mistura do produto. Ele defende q! ue outro s países também façam o mesmo.

Eliminar mitos como a questão do fim dos alimentos por conta da cana-de-açúcar também foi apontado por Rodrigues como essencial para o desenvolvimento do setor. E a última estratégia para o ministro é uma estratégia global. “Hoje não temos definido o quanto vamos produzir ou o quanto queremos vender”.

O 2º Canasul foi promovido pela Comissão Técnica de Cana-de-açúcar da FAMASUL, Federação das Indústrias de MS (Fiems) e Governo do Estado, e tem o apoio do Sebrae/MS, do Banco do Brasil e da Sew Eurodrive.


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