Canola alternativas para comercialização e agregação de renda

Agronegócio

Canola alternativas para comercialização e agregação de renda

Orientações sobre o manejo e dicas para inserção no mercado
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Potencialidades da canola no Brasil: orientações sobre o manejo e dicas para inserção no mercado

Terceiro grão de maior importância econômica no mundo, a canola, teve seu cultivo consolidado no Brasil há pouco mais de cinco anos. Assim como outros óleos vegetais, como o de soja, milho e girassol, o óleo da canola é usado na alimentação humana. Além disso, o farelo da canola, assim como o farelo de soja, é usado como fonte de proteína na composição de ração animal. Esses e outros usos da canola serão abordados no programa Prosa Rural  que conta com a participação do pesquisador Gilberto Omar Tomm da Embrapa Trigo (Passo Fundo / RS).

No Brasil, a canola é conhecida como “soja de inverno”. A comparação se fundamenta porque a canola também produz óleo, tem grande liquidez no mercado e preço de venda equiparado à soja. “A oportunidade está exatamente no fato da canola ser uma cultura de inverno, não competir com a soja e com o milho no verão, que são as culturas mais importantes para o agricultor em termos de fluxo de caixa”, afirma o pesquisador Gilberto Tomm.

Outra vantagem da cultura é não precisar de fungicidas para o controle de doenças, além de permitir a colheita antes dos cereais de inverno, utilizando o mesmo maquinário e mão-de-obra da propriedade. Planta do tipo leguminosa, a canola pode ser cultivada no sistema de rotação de culturas quando acaba favorecendo o cultivo de verão, ajudando na fixação do nitrogênio no solo, mantendo-o rico e produtivo. É a cultura mais indicada para preceder o milho na lavoura, atuando na quebra do ciclo de doenças.

Já em rotação com a soja, a canola possibilita o aproveitamento residual de adubos, garantindo maior rendimento e redução dos custos de produção. Na rotação com outras culturas de inverno, resultados de pesquisa mostram que a canola contribui para que o trigo semeado no inverno seguinte apresente rendimentos até 20% maiores.

O sistema de colheita mais adequado para a canola é o corte-enleiramento. Quando a canola entra na fase de maturação, as plantas são colhidas e enleiradas como o feno. As leiras de canola podem permanecer na lavoura até a maturação total, evitando perdas por granizo ou outras intempéries do clima. Com as leiras já secas, a máquina colheitadeira passa recolhendo os grãos.

Saiba mais sobre este assunto ouvindo o Prosa Rural - o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Responsável: Joseani Antunes
Email: joseani@cnpt.embrapa.br
Unidade: Embrapa Trigo
 
 
 
 

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