Cargas operadas pelo Paranaguá são cada vez mais diversificadas
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Agronegócio

Cargas operadas pelo Paranaguá são cada vez mais diversificadas

Entre os grãos, o inusitado é a exportação por contêineres de cargas a granel
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Produtos inusitados integram a lista de mercadorias movimentadas pelo terminal paranaense. Entre os grãos, o inusitado é a exportação por contêineres de cargas a granel

Carne eqüina, lascas de mármore, ácido sulfúrico. Estes produtos inusitados integram a ampla lista de produtos exportados pelo Porto de Paranaguá que cada vez mais diversifica as mercadorias que movimenta.

“Carne de Cavalo que vai para a Bélgica. Ácido Sulfúrico que chega de lá. Lascas de mármore vindas da Turquia. E várias outras mercadorias passam por aqui. O Porto de Paranaguá tem buscado atender, com qualidade, os mais diferentes mercados. A cada dia recebemos novos contatos para ampliar, ainda mais, esse leque. Quando a oportunidade surge, o nosso primeiro passo é analisar – junto aos operadores - as nossas possibilidades em atender, mantendo a qualidade”, afirma o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese.

De janeiro a agosto, o Porto de Paranaguá já exportou mais de 930 mil toneladas de carne. É fato que o frango é o principal produto – somando quase 766 mil toneladas exportadas. Este ano, foram 302 toneladas de carne eqüina exportadas via Paranaguá, principalmente para Bélgica, Itália e Finlândia. Em 2011, não houve exportação do produto.
 
Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Brasil é o oitavo maior exportador de carne equina. Este ano, o país já exportou 1,7 mil toneladas deste tipo de produto.

Lascas de mármore – Outra operação que tem chamado a atenção no cais é a descarga de lascas de mármore. Este ano, o Porto de Paranaguá já recebeu dois navios com as pedras importadas da Turquia, totalizando 34.500 toneladas, até agosto. Em 2011, o Porto recebeu 69 mil.

As lascas de mármore são beneficiadas aqui no Brasil. As pedras são Midas e se transformam em carbonato de cálcio líquido, que é vendido as indústrias fabricantes de papel como corante – é o que transforma o papel em branco.

Líquido – Também produto de importação, o Ácido Sulfúrico é outro exemplo das diversas cargas operadas pelo Porto de Paranaguá. Este ano, foram quase 63 mil toneladas vindas, principalmente, da Bélgica, Suécia e Espanha. No ano passado, foram mais de 163 mil toneladas do produto, que vieram da Ásia (Coréia do Sul, Japão e Índia).

No Porto de Paranaguá, a operação é da União Vopak e a carga, da Fospar S.A. A empresa trabalha com a fabricação de fertilizantes fosfatados. Esses têm como matéria prima o ácido fosfórico (via úmida) produzido a partir do ácido sulfúrico. Os fertilizantes fosfatados que saem de Paranaguá abastecem as lavouras de diversas regiões do país.

Exportação – Em relação à exportação, uma operação que chama a atenção é a de produção agrícola em contêiner. Pelo Porto de Paranaguá, já foram exportados soja, milho, caroço de algodão, alfafa peletizada, entre outros.

Segundo dados do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), este ano, o que tem se destacado nesse segmento é o milho. Em 2011, foram apenas 20 contêineres. Este ano, entre janeiro e julho, já foram 163. Logo no primeiro mês de 2012, a meta de exportar 60% a mais de milho em contêiner do que no ano passado já foi ultrapassada. Só em janeiro foram 58 contêineres do produto.

Normalmente, esses produtos agrícolas exportados por contêiner são grãos mais seletos. Além de serem de semente convencional (não geneticamente modificadas), são orgânicos, destinados para consumo (humano e animal), principalmente para os países da Europa e da Ásia, que paga mais caro para receber um produto com alto valor agregado.

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