Cargill investe em óleos industriais

Agronegócio

Cargill investe em óleos industriais

A Innovatti, subsidiária da Cargill no ramo de óleos industriais e lubrificantes, está investindo neste ano US$ 4 milhões para duplicar a capacidade de produção da fábrica
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A Innovatti, subsidiária da Cargill no ramo de óleos industriais e lubrificantes, está investindo neste ano US$ 4 milhões para duplicar a capacidade de produção da fábrica, instalada em Mairinque (SP). Essa divisão deve faturar US$ 30 milhões este ano, o dobro do realizado em 2006. Com essas expansões, a meta é dobrar novamente em 2008, para US$ 60 milhões.

Dois produtos justificam a necessidade da ampliação. O primeiro é o adjuvante, um solvente demandado por indústrias de defensivos agrícolas. O outro produto é o poliol, uma espuma principalmente usada na indústria de móveis e automobilística. Ambos são fabricados a partir de óleos vegetais, especialmente de soja.

Isso mesmo, a "espuma de soja" foi desenvolvida pela Innovatti e há três meses está sendo produzida em escala de ajustes na fábrica - 50 toneladas por mês, segundo Étore Silva, diretor da Unidade de Negócio de Óleos Industriais e Lubrificantes da Cargill. Mas a capacidade instalada é de 400 toneladas mensais, volume que será duplicado para atender o mercado interno e também exportações, cujos embarques iniciam neste ano para países da Europa, conforme prevê Étore. "Não temos com precisão o volume necessário mas, a princípio, precisaremos dobrar e, possivelmente, ampliar ainda mais no próximo ano".

No Brasil, somente a Cargill produz a espuma com matéria-prima vegetal - tradicionalmente esse produto é um derivado de petróleo. "Além de ter a mesma performance, a espuma com poliol à base de soja tem a vantagem de ser biodegradável e de uma fonte renovável", diz.

Segundo ele, a espuma de poliol vegetal tem potencial para se tornar o carro-chefe entre os produtos dessa unidade de negócios, no entanto, não no curto prazo. Hoje, o principal item é o adjuvante. Das 600 toneladas produzidas mensalmente pela Innovatti, 300 toneladas são desse solvente. "Fechamos um contrato de fornecimento com uma multinacional", diz Étore.

Além desses dois produtos, a Innovatti fabrica outros tipos de óleos indústriais e lubrificantes com base em óleo de soja. Entre elas, um fluído isolante usado em transformadores de energia, lubrificantes, solvente para carrapaticidas e para tintas.

Há também a linha de sintéticos, como os lubrificantes anti-desgaste para compressores de refrigeradores, feito com poliol e ácido carboxílico. "Apesar de não ser à base de óleos vegetais, resolvemos fabricá-lo porque identificamos uma grande oportunidade de negócios. Até 2004, 100% do que o Brasil consumia era importado. Atualmente, temos 50% de market share".

Além dos óleos vegetais "transformados", a unidade de Mairinque comercializa óleos de soja, canola, milho para a indústria química. São cerca de 1,5 mil toneladas por mês, além das 600 toneladas dos processados da Innovatti (incluindo vegetais e sintéticos).


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