Carne de frango: o produto mais contrabandeado na China
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Agronegócio

Carne de frango: o produto mais contrabandeado na China

Devido aos custos internos, não só o frango, mas também o leite, os ovos e outras carnes têm um preço muito elevado
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Na opinião de Liu Yonghao, membro da Conferência Consultiva do Povo Chinês (CPPCC, na sigla em inglês, órgão do Partido Comunista local), não são os computadores, o ouro ou as jóias o produto mais contrabandeado na China e, sim, a carne de frango.

Segundo Yonghao, que no setor privado preside a New Hope Group Co., considerada a maior fabricante chinesa de rações animais, autoridades aduaneiras de Nanquim (Nanjing, em Chinês) tornaram público, em dezembro passado, o registro de quatro casos de contrabando de carne de frango congelada que, em conjunto, representam valores superiores a 330 milhões de yuans (US$52,24 milhões). Já a aduana de uma outra província chinesa, Kunming, relata que nos dez primeiros meses de 2011 foram recolhidas mais de mil toneladas de carne de frango.


Ocorrências do gênero têm explicação simples, afirma o executivo chinês: devido aos custos internos, não só o frango, mas também o leite, os ovos e outras carnes têm um preço muito elevado, na maioria dos casos, superiores aos encontrados nos EUA.

Para Yonghao, o contrabando de carne de frango prejudica não apenas a avicultura chinesa, mas a própria política de comércio externo do país. O pior é que, em alguns casos, a origem do produto contrabandeado é desconhecida e pode introduzir doenças no país.


O presidente da NHG (em português, Grupo Nova Esperança) observa que a despeito dessa concorrência, a produção interna de carnes, laticínios e ovos segue crescente e, neste ano, vai demandar ainda maior volume de milho que em anos anteriores. A NHG, por exemplo, deve, provavelmente, necessitar de um volume adicional de 1,5 milhão de toneladas de milho neste ano. Em 2010, o Grupo consumiu 14 milhões de toneladas, o correspondente a 8% da produção da China, estimada em 172,5 milhões.


Naturalmente, esse aumento de demanda vai se refletir nos preços mundiais do grão. Daí Yonghao defender que o governo chinês estimule a importação de matérias-primas alternativas ao milho, entre elas os DDGs, resíduos de milho decorrentes da produção de etanol.

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