Carne de frango: volume exportado aumentou 535% em 25 anos
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Imagem: Pixabay
PECUÁRIA

Carne de frango: volume exportado aumentou 535% em 25 anos

A receita cambial aumentou mais de 660%
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Dados da SECEX/ME demonstram que nos últimos 25 anos (1997-2021), frente a um aumento de 535% no volume de carne de frango embarcada (considerado apenas o produto in natura), a receita cambial daí decorrente aumentou mais de 660%.

Iniciadas em 1975, as exportações permaneceram aquém do milhão de toneladas por 25 anos. Ou seja: só ultrapassaram a emblemática marca no início deste século (2001), exercício a partir do qual cresceram de forma praticamente contínua por toda uma década, tornando o Brasil o principal exportador do produto (2004).

Nesses dez anos, apenas dois reveses, um em 2006, outro em 2009. O primeiro, ocasionado por um surto virulento de Influenza Aviária que, atingindo principalmente Ásia e Europa, foi mal conduzido no tocante à comunicação com o consumidor. Efeito: retração mundial no consumo e na demanda da carne de frango, com efeito direto sobre as exportações brasileiras. Já o recuo de 2009 teve como causa a crise econômica – de efeitos também mundiais – que eclodiu nos EUA em 2008.

Depois disso, o volume exportado permaneceu por um bom período em relativa estabilidade. Notar, porém, que, no decorrer dessa estabilidade (2011/2014) foram obtidas as maiores receitas cambiais dos últimos 25 anos. Efetivamente, nesse quadriênio a carne de frango obteve preços que até hoje não foram alcançados.

Em 2015 o total exportado atingiu novo patamar. Mas o incremento esperado não se concretizou: por seis anos o volume anual permaneceu novamente estável, ao redor dos 4 milhões de toneladas, sendo acompanhado por agudo retrocesso nos preços, com auge em 2020, ano da pandemia.

No ano que passou houve firme recomposição de volume e de preços. De acordo com dados disponibilizados pela SECEX/ME em seu site, o volume atingido aproximou-se dos 4,250 milhões de toneladas, o que significa que cresceu 6,3 vezes em relação às cerca de 660 mil toneladas de 1997. Já a receita cambial gerada por essas exportações, de US$6,953 bilhões, foi mais de 7,6 vezes superior aos US$912,8 milhões de 1997.


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